Os
pensadores como símbolo matriz

Os
pré Anarquistas como William Godwin, não desconfiavam que suas
idéias se desdobrariam em uma tendência de idéias que
influenciaria o nascimento do Anarquismo, em especial influenciando
os principais pensadores Anarquistas. Godwin é considerado precursor
do anarquismo filosófico, ainda que não tenha utilizado
propriamente a palavra anarquismo, para alguns Anarquistas Godwin é
nada mais que um liberal, outros anarquistas como Makhno admitem ter
sido influenciado pelo pensamento de Godwin e o valorizam como
escritor e pensador pré Anarquista.
O Anarquismo tem sua máxima
e seu nascimento com Pierre Joseph Proudhon, um operário e deputado
de esquerda na França que cansado de acreditar no parlamento opta em
abandonar o parlamento pela luta junto aos movimentos sociais de sua
época, dando inicio a uma esquerda libertaria que faria sua luta
fora da esfera do Estado Burguês.
Proudhon é o primeiro na
historia a se declarar Anarquista e a escrever sobre este tema,
protagonista do federalismo Anarquista e das idéias que em momento
posterior ficariam conhecidas por auto-gestão sócio-econômica e
que na atualidade recebe o nome de cooperativismo ou economia
solidária, influenciou não só com suas idéias mas com uma pratica
política libertaria de fazer e promover o movimento social fora da
esfera do estado, negando a luta parlamentar, da inicio a um conjunto
de adesões políticas a seu nome conhecidos como proudhonianos, que
seriam um dos grupos socialistas mais influentes na 1º internacional
dos trabalhadores.
Mikhail Aleksandrovitch Bakunin um Socialista
Libertário conhece Proudhon já no fim de sua vida, mas a partir
deste encontro, Bakunin passa a se declarar também um Anarquista,
apaixonado pelos ideais de liberdade de Proudhon, este Russo se
identifica com este Francês e a partir dai o Anarquismo ganha uma
nova força política.
Bakuninistas e Proudhonianos somam suas
forças na 1º internacional, caracterizando uma das principais
correntes socialistas da historia que levaria o nome de
Anarquismo.
Nasce uma nova experiência ao anarquismo com Bakunin,
que traz a este uma formula operativa de organização política
especifica que se tornaria o método do partido revolucionário ou da
organização especifica dos Anarquistas, para somar forças no
movimento social dos trabalhadores da época.
Esta atuação
social vai ser a protagonista de diversos sindicatos livres de
orientação revolucionaria ou do sindicalismo revolucionário da 1º
internacional ou da AIT (Associação Internacional dos
Trabalhadores) como ficou conhecida.
Outros grupos Anarquistas com
esta mesma orientação nascem a partir dai em todo o mundo e cabe
ressaltar os malatestianos, que defendiam a idéias de Errico
Malatesta, Italiano e militante sindicalista, precursor também do
chamado partido Anarquista.
Errico Malatesta participa da criação
de sindicatos em toda Europa e também nas Américas e participa
junto com Emma Goldman da 3º Internacional como oposição aos
socialistas autoritários.
Na Rússia nasce o Comunismo Libertário
através de Pierre Alekseïevitch Kropotkine com as comunas agrárias
e o plataformismo de Nestor Makhno.
A plataforma nasceu das
experiências dos anarquistas russos durante a Revolução de Outubro
de 1917, analisando que esta conduziu finalmente à ditadura do
partido bolchevique ao invés da autogestão de trabalhadores e
camponeses. A plataforma tem como intenção explicar e solucionar as
falhas do movimento anarquista durante a Revolução Russa.
A
plataforma vem trazendo uma debate em torno da experiência das
comunas na Ucrânia e de um Anarquismo de Guerra ao
Anarquismo.
Ampliando o debate do nível de segurança ao
Anarquismo, e é justamente neste debate que faz da FAI (Federação
Anarquista Ibérica) e da coluna Buenaventura Durruti, a protagonista
do Povo em Armas na Revolução Espanhola e da derrota desta pelas
hordas do Exercito Fascista.
No mundo inteiro as tendências
libertárias se alastram e na América Latina não foi diferente,
tendo em fim desdobramentos e experiências com estes contornos.
Na
França nasce a busca da unidade entre os diversos e diferentes
grupos Anarquistas, protagonizado uma 1º experiência de organização
especifica de Anarquistas em uma Federação de grupos, que hoje se
conhece como Federação Sintetista, protagonizada pelo anarquista
Sebástien Faure que escreve em apelo pela busca da unidade entre os
Anarquistas.
Enquanto na Alemanha começa a nascer os primeiros
grupos que norteariam os princípios dos grupos Autonomistas.
O
"A" no circulo, como 1º símbolo
O
Anarquismo não tinha um símbolo em seu inicio, mas nos Congressos
dos trabalhadores começa a aparecer o símbolo do esquadro e
compasso da Maçonaria que aparentava um "A" dentro de um
circulo.
Uns dizem que foi dai que surgia o 1º símbolo do
Anarquismo, outros dizem que o circulo é a política de organização
que nega o triângulo que simboliza o Estado, por isto este circulo
tem um corte na diagonal que representa esta negação do Estado se
aparentando com um "A" no circulo, pelo traçado que corta
o triângulo se tornando o "A" da Anarquia ou
Anarquismo.
Historia vai e historia se faz, estória vem e em Maio
de 1968 na França em um Congresso Anarquista é retomado o "A"
no circulo, referendado em Congresso para unificar a política de
pichações políticas nos muros das ruas de Paris.
Posteriormente
ficou conhecido como a turma da Geografia Anarquista, pois o circulo
simbolizou o mundo sem fronteiras.
O
Punho Esquerdo Erguido

O
punho esquerdo erguido já vem de um longo período na luta de
classes, das assembleias nos movimentos sociais.
No
MST se estranha todos que sem saber levantam o punho direito numa
assembléia ou entonação do Hino e musicas do movimento.
O
punho esquerdo é o símbolo do campo dos interesses da classe
explorada e oprimida em luta contra os inimigos de classe.
Na
Historia foi o símbolo dos movimentos sociais dos povos negros nos
Estados Unidos da América como os Panteras Negras.
O punho
erguido é o símbolo das Resistências Populares dos Movimentos
Sociais em luta contra os interesses da classe burguesa e do Estado
que se colocam contra e na ofensiva as Resistências Populares.
É
o símbolo contra os interesses da direita reacionária defensora dos
privilegiados, da exploração de classe e inimiga declarada da
liberdade.
O punho esquerdo erguido é o resumo das idéias
do "campo político" que nos
situamos como Anarquistas no processo de acumulo de forças político
sociais.
Cabe ressaltar que existe um conjunto
de códigos organicistas representados pelo corpo entre
eles braços e mãos que fazem parte da "Faculdade
Anarquista".
As Bandeiras como unidade
de lutas simbólicas
A
Bandeira Negra

A
Bandeira negra, na historia contada remete as primeiras Fraternidades
em especial e mais conhecida a dos Piratas e se torna símbolo da
Revolução Social.
Os piratas adotavam códigos de Ética
rígidos e internos em suas Fraternidades.
Todo saque era
compartilhado e divido entre a tripulação.
Nas
Fraternidades Piratas as decisões eram tomadas em assembleias e
cada homem simbolizava um voto.
A tripulação era formada
por voluntários em busca de novas experiências e aventuras.
O
papel do capitão era de conduzir o corsário e traçar a rota
marítima.
A bandeira Negra começa a ser usada na Europa
nos movimentos sociais a partir da Revolução Francesa e se torna
símbolo da Revolução Social.
A partir dai os Anarquistas
usam a bandeira negra como símbolo de sua identidade de grupo
revolucionário.
A cor negra da bandeira é a cor da Morte
aos opressores e exploradores, e luto por todos que tombaram lutando
por liberdade a negação das bandeiras nacionais.
A
Bandeira Negra na historia Anarquista

Mas
a bandeira negra Anarquista se originou muito antes disso. O primeiro
caso de fato é desconhecido. Parece que este credito é reservado a
Louise Michel, famoso participante na Comuna de Paris de 1871. De
acordo com o historiador Anarquista George Wood Cock, Michel ergueu a
bandeira negra em 9 de Março, 1883, durante uma passeata de
desempregados em Paris, na França. A passeata contava com 500
pessoas e Michel como líder, gritando: "Pão, trabalho ou
comando!", eles roubaram três padarias antes da policia vir
intervir. Nenhum aparecimento mais antigo pode ser encontrado da
bandeira negra.
Não muito depois do símbolo negro ter
chegado à América. Paul Avrich reportou que em 27 de Novembro de
1884, a bandeira negra foi erguida em Chicago, durante uma passeata
Anarquista. De acordo com Avrich, Espiões de Agosto, um dos famosos
mártires de Haymarket, "notou que essa foi a primeira vez em
que [a bandeira negra] foi erguida em solo Americano" (Avrich,
The Haymarket Tragedy, 144-145).
A
Bandeira Vermelha

A Bandeira Vermelha vem sendo
usada a muito tempo nos movimentos sociais, se tornando símbolo da
Luta de Classes, protagonizada por estes movimentos, se tornou
símbolo do sindicalismo e dos movimentos sociais em especial os
norteados pelos princípios de igualdade das idéias Socialistas e
Libertárias.
Também foi usada nas cruzadas e por impérios
na Historia e atualmente também é usada por partidos políticos de
orientação socialista.
Mas sua essência é a
representação da luta de classes dos movimentos sociais que
pretende a revolução socialista independente da orientação dos
grupos ideológicos internos na luta que também a protagonizam.
A
cor da bandeira vermelha nos remete ao sangue ou a cor de sangue, que
simboliza a luta social do corpo revolucionário ou seja a vertente
classista da luta social.
A
Bandeira Vermelho e Negra

A
Bandeira "Vermelho e Negra" nasce
com a atuação dos Anarquistas nos movimentos sociais dos
trabalhadores, surge da união entre a bandeira vermelha da luta
social e dos ideais socialistas, com a bandeira negra da revolução
libertária.
Seu significado é o resumo dos objetivos da
revolução social socialista libertária, entre a união do
Anarquismo com o movimento social e ou sindicalismo.
Foi
adotada pela 1º Internacional ou AIT (Associação Internacional dos
Trabalhadores) e continuou sendo adotada no mundo todo pelo
Anarquismo Social e pelas organizações especificas de
Anarquistas.
As organizações especifistas usam a bandeira
vermelho e negra na horizontal, como símbolo das políticas
horizontais de organização social e alguns na diagonal, sendo
muitas vezes a cor negra acima e a vermelha abaixo, mas não é uma
regra simbólica adotada por estas federações especifistas.
O
Anarquismo Social em especial o chamado Anarco-sindicalismo, usa a
bandeira vermelho e negra somente com o corte na diagonal de 45 graus
com o negro abaixo e o vermelho acima.
Uma das referencias
do corte social que simboliza a ascensão de classe, para com os fins
dos privilégios de classe, na busca da igualdade sócio-econômica e
política, a bandeira vermelho e negra do Anarquismo social simboliza
que a política nasce de baixo para cima e do lado esquerdo da luta e
avança com a cor negra contra o lado direito da classe dos
privilegiados, opressores e exploradores.
O Plataformismo
usa a bandeira negra da revolução social usada historicamente pelo
Exercito Insurgente Macknovista da Ucrânia, bem como no México os
Zapatistas ou EZLN adota a bandeira negra.
O Sintetismo usa
a bandeira vermelho e negra na diagonal, na maioria das vezes com o
"A" no circulo, mas a atual FAI (Federação Anarquista
Ibérica) é uma exceção, pois outrora usava a bandeira vermelho e
negra especifista na horizontal, mas que adota hoje em sua
constituição o sintetismo como organização.
Os
Autonomistas como se dividem em vários grupos de matrizes
ideológicas diferentes, não tem hoje uma bandeira que unifique a
política simbólica de sua forma de pensar e se organizar, porem são
um grupo de influencia do anarquismo insurrecional.
Os
Anarquistas que aplicaram a bandeira vermelha e negra nos movimentos
sociais pertenciam a um grupo maçom ligado ao King Edward
na Inglaterra.
Os cortes diagonais, horizontais,
verticais faziam parte da politica de descrição dos
"níveis anarquistas de organização" enquanto
"ESTADO
ANARQUISTA".
O
corte vertical era
referente ao o setor jurídico do estado anarquista e se as
cores vermelho e negro tivessem invertidas na direita ou na esquerda
tinha "sentido politico secreto"
diferente para os maçons anarquistas.
O corte
horizontal era a politica social dos iguais, a politica
da base da piramide ou da lei dos iguais da tabola redonda,
inspirados no "amanhecer e no por do sol",
e por isto na bandeira o vermelho sempre vinha na parte superior e o
negro na parte inferior da bandeira social.
O corte
diagonal era da bandeira ideológica
da ascensão econômica e de classe que nasceria na "nova
era", e tem sentidos diferentes se for para a
direita e sentido diferente se for para a esquerda, porem a base era
o Europocentrismo (Europa como centro do mundo), e o Meridiano
de Greenwich o segredo da "Magia e Encantamento da
Torre do Relógio",
porem existe segredos de interpretação pertencentes
somente aos iniciados na "Maçonaria
Anarquista".
Bem como a Bandeira
Lisa Negra, era aplicada aos grupos de ação direta,
auto defesa e exercício insurrecional, que agiam na Frente
de Combate nas ruas como Exercito de confronto de rua
A
Bandeira Lisa Vermelha,
era aplicada ao uso das tendencias Socialistas não Anarquistas que
se alinhavam com a luta de classes como principio libertador.
A
Estrela Internacionalista
A
Estrela é um símbolo muito antigo que representa o humano em
advento da sua criação astral.
Símbolo que transcende o
espaço conhecido como território, terra ou planeta, indica a
aspiração pela internacionalização e união do homem, da classe
sobre os interesses das fronteiras políticas e geográficas.
Usada
por grupos diferentes na sociedade, o pentagrama recebeu até
significados ocultos e foi perseguido como símbolo pagão, pelos
reacionários e nacionalistas.
Entre Anarquistas a quem use
a estrela negra símbolo da Internacional Anarquista e quem use a
estrela vermelho e negra do Anarquismo Social internacionalista.
Os
grupos Esperantistas de inspiração libertária adotam a estrela
verde, símbolo e cor da esperança internacional em uma forma de
comunicação linguística sem fronteiras.
LIBERTAÇÃO ANIMAL
A defesa dos direitos dos animais, assim como a dos direitos animais ou da libertação animalconstitui um movimento que luta contra qualquer uso de animais não-humanos que os transforme em propriedades de seres humanos, ou seja, meios para fins humanos. É um movimento social radical que não se contenta em regular o uso "humanitário" de animais,mas que procura incluí-los na comunidade moral de modo a garantir que seus interesses básicos sejam respeitados e tenham igual consideração em relação aos interesses humanos A reivindicação é de que os animais não devem ser considerados propriedade ou "recursos naturais", nem legalmente, nem moralmente justificáveis. Pelo contrário, devem ser considerados pessoas.
ATEÍSMO
Ateu é quem não crê em Deus ou em qualquer ser superior. A palavra tem origem no Grego “atheos” que significa “sem Deus, que nega e abandona os deuses”. É formado pela partícula de negação “a” juntamente com o radical “theos” (deus). o ateísmo é defendido como luta pela liberdade, porque as religiões principalmente as de massa, são usadas na alienação da sociedade.
ANTIFASCISMO
Um dos símbolos mais reproduzidos pelos antifascistas são as três
setas. De origem alemã, as três setas representam originalmente as três
lutas do Partido Social Democrata Alemão (Sozialdemokratische Partei Deutschland), que se recusava a apoiar a monarquia, o nazismo ou o comunismo.
O símbolo surgiu criado em 1932, que traz a inscrição Gegen Papen, Hilter, Thälmann:
Contra Papen (chanceler de esquerda que governou a então República de
Weimar em 1932 e lutou contra os nazistas, mas se aliou a eles assim que
Hitler tomou o poder) Hitler (com o bigodinho mais mal feito da
história da humanidade) e Thälmann, (líder do partido comunista da
época).
Nas Antifa´s, o símbolo é resignificado, variando de acordo com as lutas locais.
Podem significar a luta contra os preconceitos:
Contra a Homofobia, o Machismo e o Neonazismo,
e podem significar a luta contra corporações:
religião, estado e capitalismo.