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FRANCISCO FERRER E A PEDAGOGIA LIBERTÁRIA¹

link para download de livros:

  ESCOLA MODERNA  E

 O Clero Romano e a educacao laica

                                       I Educação & liberdade

“Se não for libertária,
toda pedagogia é autoritária”

            A pedagogia é uma área de investigação humana na qual predomina, como é o caso da história e da sociologia, uma abordagem política. Este ponto de vista predominante é  facilmente justificável não apenas por causa da reflexão sobre os resultados sociais da educação, ou seja, a questão de saber se o ensino envolve reprodução ou transformação da realidade social, mas também em função nda natureza das relações de poder que permeiam o próprio contexto de ensino-aprendizado. Sendo mais direto e provocador: será que o saber é gerador de assimetrias? Será que só é possível aprender com base na obediência?

Desde a perspectiva anarquista de conceber a política, temos duas formas básicas de relação interpessoal: a vertical e a horizontal. Na primeira forma, predomina um desequilíbrio da relação humana através da sobreposição ou imposição da vontade de um só ou de um grupo minoritário sobre os outros. Temos, portanto, na relação vertical diferentes tipos de dominação e hierarquia. Na segunda forma, temos uma relação baseada no entendimento mútuo, numa associação livre entre sujeitos históricos que se autogovernam, na qual todos os envolvidos participam diretamente da organização das atividades em pauta e na tomada de decisões.
Há uma antiga palavra para descrever este tipo especial de convívio humano: “anarquia”, ou seja, ordem na ausência de dominação exterior.
A realização desse tipo de sociabilidade, de convivência, pode ser constatada em todos os âmbitos da vida humana, incluindo a educação. A pedagogia libertária é fruto do esforço de diferentes anarquistas para criar instituições e estratégias de fomento e difusão de saberes que permitam a realização da educação para a liberdade, através da liberdade. Este campo de processos educativos libertários ilustra de modo bastante claro a máxima libertária de que “os fins já estão inseridos nos meios”.
Um obstáculo central para o projeto de uma educação livre consiste no fato de que vivemos todos numa sociedade amplamente organizada em termos verticais. A necessidade de educação livre surge diante da deformação autoritária que sofremos na vida social. Em todos os espaços sociais encontramos a presença de personagens ou funções impositivas, na família o pai, na escola o professor, na rua o policial, no trabalho o patrão, etc. Somos submetidos desde a infância a uma socialização que está sempre marcada pela ênfase na repetição das assimetrias e na falta de autonomia. Por isso, a pedagogia libertária nunca esteve restrita ao âmbito da escola ou das instituições de ensino.
É necessário modificar a formação humana não apenas na escola formal, mas também na vida familiar e comunitária, na medida em que estamos continuamente aprendendo e ensinando uns aos outros. Ainda assim, a criação de escolas livres e/ou de espaços alternativos como lugar de aprendizagem e intercâmbio de ideias não deve ser subestimado, pois se trata de uma ação direta que abre a possibilidade concreta de aprendizado da liberdade. A pedagogia libertária é necessária não apenas para aprendermos na liberdade, mas para aprendermos a ser livres conjuntamente.
No movimento anarquista, a clareza a respeito da necessidade de escolas e espaços é uma constante que atravessa os contextos históricos e sociais. A educação sempre foi vista como um elemento central para a transformação social, ainda que a contribuição da educação nunca tenha sido isoladamente, nem muito menos encarada como a panaceia universal. De qualquer modo, pressupondo que nenhuma ordem social e política é sustentada apenas na base do chicote e do dinheiro, ou seja, através do poder político e econômico, os anarquistas rapidamente reconheceram a importância da luta ideológica, defenderam o papel da transformação da consciência e da visão de mundo.
Através da transmissão de um sistema de crenças e valores, a família e a escola contribuem de modo bastante essencial para a manutenção da realidade social. Há, por assim dizer, um tipo de escravidão psicológica que deve ser superado juntamente com o fim da exploração econômica e a opressão política.

II  Escola Moderna²

   “Não há educação libertária
que não seja autoeducação”

Dentre as inúmeras experiências históricas de aplicação prática das concepções da pedagogia libertária, pode-se destacar a escola fundada em 1901, pelo pedagogo Francisco Ferrer y Guardia.

Estratégia de Dividir para Conquistar

 

 

As elites vem nos dominando a milênios usando sempre a mesma estratégia:

Dividir e Conquistar

Estrategia-de-Dividir-para-Conquistar

Não tome lados, somos todos UM. Não permita que suas opiniões e percepções da realidade te afastem da família humana.

A estratégia de dividir e conquistar da natureza humana tornou-se beligerante(envolvida com guerras) ao longo da história devido às segregações que ascenderam em todos os campos da sociedade. A partir do momento em que o homem deixou de olhar para dentro, investindo toda a sua energia para o mundo da matéria, iniciaram-se as fragmentações de todas as espécies. Logo, cada ponto de vista tornou-se a “verdade absoluta”, já que o não entendimento profundo de si mesmo fez do homem um ser contraído e concentrado, vendo apenas um ponto do cenário total.
Cada nova criação filosófica, científica ou social tornou-se uma fragmentação. Sendo um ponto de vista isolado, para aqueles que não enxergam uma imagem mais abrangente, cada nova criação adquiriu a condição de inimiga, pois desconstruía a verdade pessoal de cada indivíduo. Deste modo, religiões, filosofias, partidos políticos, escolas de pensamentos, partições científicas, tribos, nações, cores de pele, modos de se vestir, gostos musicais, tudo virou motivo para conflito.

O homem vê um inimigo em tudo, mas não percebe que não existe inimigo algum, se não a si próprio. Porém apenas através do autoconhecimento ele irá descobrir que o inimigo é uma ilusão da própria segregação, sendo então a ilusão de seu próprio eu.

Há novos inimigos surgindo todos os dias para o homem e nos tempos atuais um deles vem ganhando força. Trata-se de algo já antigo, mais velho que a maioria daqueles que visam combatê-lo, cujo principal objetivo é fundamentar a separação do homem para depois liderá-lo em meio à segregação. Esse inimigo não visa união, pois através da engenharia social implantou uma desconstrução agressiva em todas as cabeças da humanidade a fim de surgir como uma solução para o caos quando necessário.

Unificar a humanidade,porque somos uma só vida, a liberdade é uma armadilha, mas só é uma armadilha para quem desconhece a verdade ou seja a maioria! Liberte-se de si mesmo então liberte os outros deles mesmos,esta é a verdadeira unificação!

A Nova Ordem Mundial que tantos combatem não tem relação com um mundo unificado. Ela visa centralizar o poder em um mundo segregado. Há uma grande diferença nisso. Todo o tormento da raça humana está na segregação. Só quando esta se faz presente é que somos capazes de maltratarmos uns aos outros de maneira tão vil. Quando estamos segregados, abdicamos de nossos poderes, gerando situações para que outros decidam por nós o que fazer e o que pensar.

Há pessoas que são contra a Nova Ordem Mundial por motivos equivocados e há outras que são contra sem nem compreenderem o motivo. Ao ouvirem falar em mundo unificado já fazem a relação com o totalitarismo, pois estão descontroladas pelo medo e pelo fascínio que o perigo lhes causa.

Porém, mesmo sob um governo mundial o mundo continuará segregado, portanto não tem relação alguma com a unidade da raça humana. Quem não entende isso está querendo lutar contra um fantasma, uma sombra de sua própria sede de enfrentar um inimigo.

Um mundo unificado é a única solução para nossa civilização sobreviver e evoluir. Enquanto houver barreiras filosóficas, religiosas, territoriais e culturais, sempre haverá segregação e conflito. A sua verdade sempre será maior que a minha, o seu país sempre será melhor que o meu, a sua filosofia sempre será melhor que a minha.

Mas a questão é que para se escolher combater a Nova Ordem Mundial é necessário ter a consciência de se estar lidando apenas com um possível efeito de uma doença mais profunda. Se você não tiver essa consciência, cedo ou tarde vai se encontrar andando em círculos e cheio de dificuldades. Porque qualquer combate gera tensão e mais motivos para se combater.

Logo, não seja contra ela, mas a favor de purificar a raiz do problema. Prefira semear no coração de cada um a importância do autoconhecimento, do amor e da tolerância. Pois um mundo unificado só poderá surgir quando toda a humanidade estiver preparada para isso. Ele não surgirá pelas mãos de terceiros, mas pelas mãos de cada ser humano deste planeta.

MATRIX DA HIERARQUIA


Na Matrix da Hierarquia realmente existente um programa padrão – o programa hierárquico – é carregado em você. Isso acontece toda vez em que você se conecta a uma organização hierárquica ou sofre a influência de um campo social deformado por uma hierarquia. No entanto, o programa hierárquico é instalado inicialmente nas pessoas durante sua infância e juventude. Em geral, nos dias atuais, esse processo deve ser completado até à maioridade (o tempo de implantação é, portanto, de 7 a 8 mil dias). é um programa de obediência. Seu objetivo é restringir os graus de liberdade e desestimular a cooperação. Sua consequência mais nefasta é matar a criatividade (ou, em um juízo mais rigoroso, dificultar que se forme aquilo que já foi chamado de alma humana).

Na família

A infecção começa na primeira infância. A instituição encarregada dessa primeira tarefa é a família (a família monogâmica nuclear, nos dias que correm)…

Na escola

Muito bem. Aí a criança entra na escola e, como se diz, escapa do espeto para cair na brasa. Não é a toa que as crianças, em geral, não gostam de ir para a escola (com exceção, às vezes, da chamada pré-escola, onde podem brincar, quer dizer, ser o que são: crianças)…

Na igreja

Não raro a igreja (e a religião) atua sobre a criança como escola (transformando-a em vítima do ensino, na chamada catequese)…

Nas organizações sociais e políticas

Morta a criança, trata-se agora de dar continuidade ao processo de impregnação do jovem que foi formatado. Isso continua na escola (e, às vezes, na igreja)…

No quartel

No quartel o programa hierárquico é atualizado com a instalação de uma versão bruta, na verdade boçal…

Na universidade

Quando vão chegando à chamada maioridade, alguns jovens – em número crescente, em boa parte dos países – entram na universidade, uma corporação medieval meritocrática que remanesceu na modernidade e chegou aos dias de hoje por força do monopólio da outorga de diplomas (já que o suposto monopólio do conhecimento, que detinha há oito séculos, foi perdido em algum momento do passado recente com a emersão de uma sociedade-em-rede)…

No trabalho

Bem, então os jovens chegam ao lugar onde as pessoas passam a comemorar as sextas-feiras e a amaldiçoar as segundas: o trabalho! Só por isso já deveriam desconfiar que alguma coisa está
errada, mas nem notam esse eloquente sinal (de que cerca de 70% da sua vida não é vivida segundo seus desejos)…

Baixe o livro:
MATRIX DA HIERARQUIA

ENTERREM MEU CORAÇÃO NA CURVA DO RIO

 https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgHzupwSUyQdAQAPNDJ0slTKIPRA28MzyHeTNsbW43H6LOpQMeaAn-iopIl84NUJpFLQ70ghQI5groTy0Yvu2MryNx7z6UvgBUrzo7HzxvJdShzvQJfMIsJY60dX9MlXPs_EbaM6zz43LA_/s320/33845_141.jpg

'Enterrem Meu Coração na Curva do Rio' é o relato da destruição sistemática dos índios da América do Norte. Lançando mão de várias fontes, como registros oficiais, autobiografias, depoimentos e descrições de primeira mão, Dee Brown faz grandes chefes e guerreiros das tribos Dakota, Ute, Soiux, Cheyenne e outras contarem com suas próprias palavras sobre as batalhas contra os brancos, os massacres e rompimentos de acordos. Todo o processo que, na segunda metade do século XIX, terminou por desmoralizá-los, derrotá-los e praticamente extingui-los. Publicado originalmente em 1970, este livro foi traduzido para diversas línguas. Com esta obra , Dee Brown, especialista em história norte-americana, buscou mudar o modo do mundo ver a conquista do Velho Oeste e a história do extermínio dos peles-vermelhas.


segue link do livro em PDF:

ENTERREM MEU CORAÇAO NA CURVA DO RIO

A FLOR DA INGLATERRA - GEORGE ORWELL


"Andando pelas ruas, Gordon perguntou-se como seriam as pessoas daquelas casas. Seriam quem sabe, pequenos funcionários, vendedores de lojas, caixeiros-viajantes, corretores de seguros, condutores de bonde. Será que sabiam que não passavam de marionetes prontas a dançar assim que o dinheiro puxasse os cordões? Pode apostar que não. E, se soubessem, que diferença faria? Estavam ocupados demais em nascer, casar, gerar filhos, trabalhar, morrer.”

Ainda que menos conhecido do que A revolução dos bichos (de 1945) e 1984 (de 1949), este livro mantém a escrita vívida e irônica de George Orwell. Em A flor da Inglaterra [Keep the aspidistra flying], o consagrado autor expõe corajosamente as chagas de uma sociedade desigual, sem apelar para o sentimentalismo, a autocomplacência ou fórmulas simplistas de nenhuma espécie.
Londres, 1934. Gordon Comstock declara guerra ao "deus-dinheiro". Chegando aos trinta anos, maltratado pela pobreza e com aspirações poéticas muito mais altas que a sua capacidade de realizá-las, ele desiste de um "bom emprego" em uma agência de publicidade para se tornar um modesto vendedor de uma pequena livraria. Sempre na míngua de dinheiro, mas orgulhoso demais para aceitar empréstimos de um amigo rico, Gordon inicia um declínio rápido e aparentemente sem volta ao inferno da pobreza extrema e da solidão que ela acarreta.
Nos quartos de pensão esquálidos que habita, bem como por toda parte do mundinho medíocre da classe média baixa, Gordon topa a todo instante com uma planta doméstica que ele elege símbolo dessa ordem injusta, vazia e massacrante: a aspidistra. Em A flor da Inglaterra, George Orwell criou uma espécie de sátira passional, matizada de humor seco e cortante, sua marca registrada, que provoca imediata empatia em qualquer um que já tenha se visto às voltas com a falta do vil metal.

Engels – A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado!

(SALVO AS DIVERGÊNCIAS DE TEORIA DE REVOLUÇÃO, ENTRE O COMUNISTA AUTORITÁRIO ENGELS E OS ANARQUISTAS, ESTE LIVRO É DO PONTO DE VISTA SOCIOLÓGICO UM ÓTIMO PARÂMETRO PARA O DESTINO QUE TOMOU A SOCIEDADE E COMO A ORIGEM DA FAMÍLIA INFLUENCIOU NISSO)

Friedrich Engels descreve, neste livro, a formação da sociedade moderna calcada na propriedade privada, na produção, no comércio e no poder do Estado. Por que então historia a origem da família? No entender de Engels, foi com a derrocada da família como subsistia nos moldes primitivos e enquanto célula-mater de uma economia de subsistência – organizada em grupos de interesses comuns, vivendo em uma propriedade comum a todos e regida por leis derivadas do poder materno ou do poder paterno, em que os laços de parentesco eram vitais para sua sobrevivência harmoniosa e segura e em que não havia produção de excedentes, tornando desnecessário o comércio e o decorrente acúmulo de riquezas-, foi com o declínio dessa estrutura familiar primitiva que a sociedade moderna foi se formando.

ORWELL "1984" VS HUXLEY "ADMIRÁVEL MUNDO NOVO"

AS DUAS MAIS FAMOSAS DISTOPIAS DO MUNDO COMPARADAS, AO MEU VER ORWELL COM SEU "1984" TEMIA UMA DITADURA FASCISTA OU O COMUNISMO AUTORITÁRIO TOMANDO CONTA DA POLÍTICA DO MUNDO, ENQUANTO HUXLEY COM SEU "ADMIRÁVEL MUNDO NOVO" TEMIA O CRESCIMENTO DO CAPITALISMO, ÓTIMOS LIVROS: