Cronologia do Anarquismo


Abaixo, em linhas gerais, traçamos a Cronologia do Anarquismo:

1563 Morre Etienne de la Boétie, autor do Discurso sobre a Servidão Voluntária, um livro clássico do pensamento libertário, em que analisa o conformismo do povo e aponta a desobediência Civil como um instrumento de mudança social e de luta contra os poderosos.

1789
Revolução Francesa, um momento decisivo de derrocada da velha ordem feudal e clerical na Europa. Na Revolução participaram grupos populares radicais que defendiam posições próximas do pensamento libertário. A Revolução Francesa mereceu estudos de anarquistas como Piotr Krópotkin e Daniel Guerin e foi vista pelos movimentos libertários como precursora das revoluções sociais do século XIX e XX.

1792 Mary Wollstonecraft, companheira de William Godwin , precursora libertária e feminista, publica Reividicação dos Direitos da Mulher.
1793 William Godwin, pensador inglês, precursor do anarquismo, publica o livro Investigação Acerca da Justiça Política.

1837 Morre o socialista utópico Charles Fourrier.

1840 Pierre Joseph Proudhon emprega pela primeira vez, no seu livro O Que é a Propriedade?, a palavra anarquia no sentido de sociedade autogovernada. O engenheiro francês Louis Léger Vauthier vai trabalhar no Brasil, Recife, onde passa a divulgar as idéias de Fourier, influenciando intelectuais como Antonio Pedro Figueiredo.

1841 Inicia-se a tentativa de criar um falanstério no Brasil na região do Saí (São Francisco - Estado de Santa Catarina) por um grupo de franceses encabeçados pelo médico fourierista Benoit Jules Mure.

1842 Marx e Mikhail Bakunin começam a colaborar na revista Anais Alemães de Arnolde Ruge. Neste ano Marx elogia os “trabalhos penetrantes de Proudhon”.

1844 Marx conhece Proudhon, então já um famoso pensador socialista, em Paris. Nesse mesmo ano morre em França a revolucionária socialista, de origem peruana, Flora Tristán, avó do pintor Paul Gauguin.

1845 Benoit Jules Mure edita, no Rio de Janeiro, após se ter frustrado o falanstério do Saí, um dos primeiros jornais socialistas, O Socialista da Província do Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano o pensador anarquista individualista Max Stirner, escreve O Único e a sua Propriedade. Nos Estados Unidos o libertário Josiah Barren funda a colônia Utopia.

1846 Proudhon escreve a Filosofia da Miséria. Marx e Proudhon trocam correspondência. Na última carta o anarquista francês, depois de criticar todo o dogmatismo, adverte Marx: “não nos tornemos os chefes de uma nova intolerância”. É o sinal da irreconciliação entre os dois pensadores.
1847 Marx publica A Miséria da Filosofia tentando refutar a obra de Proudhon. Constituem-se na Colômbia as sociedades democráticas, influenciadas pelo pensamento de Proudhon.

1848
Kar Marx e Friederich Engels publicam o Manifesto Comunista. No Brasil dá-se a Revolução Praieira, no Recife, onde participam intelectuais influenciados pelo socialismo utópico. Agitações revolucionárias em vários países da Europa, a mais importante das quais foi a chamada Revolução de 1848 em França.
1849 David Thoreau publica o clássico libertário americano Desobediência Civil. Bakúnin é preso, após ter participado em várias rebeliões, só vindo a escapar em 1861 da Sibéria.

1850
José Maria Chávez tenta criar em Aguascalientes, no México, um falanstério. No Chile, em março, foi criada a “Sociedad de la Igualdad”, por Ambrosio Larracheda, Manuel Lúcares, Cecilio Cerda e Rudecindo Rojas, uma das primeiras associações operárias e socialistas.
1852 Primeira viagem aos Estados Unidos de Victor Considérant, discípulo de Fourier, para criar um falanstério.
1855 José Inácio Abreu Lima, o brasileiro general de Bolivar, publica o livro O Socialismo.

1856 Morre precocemente Max Stirner.
1861 O emigrante grego Plotino Rhodakanaty publica no México a Cartilha Socialista e edita o jornal El Falanstério. Bakúnin foge para o ocidente, indo viver na Inglaterra e posteriormente na Suiça.
1862 Operários franceses e ingleses reunem-se em Londres durante a Exposição Internacional e decidem constituir uma organização internacional, que viria a ser fundada oficialmente em 1864, a AIT.

1863
Proudhon publica um de seus principais livros O Príncipio Federativo.

1864
É criada em Londres a Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) e Bakúnin funda Aliança Internacional da Democracia Socialista.
1865 Morre Proudhon, considerado o primeiro anarquista moderno. Conferência de Londres da AIT. Em Habana é fundado o jornal La Aurora, de idéias proudhonianas. No relatório sobre a Conferência de Londres da AIT Charles Limousin e Fribourg escreveram que “se tomaram medidas para estabelecer correspondência com Rio de Janeiro e com as colônias francesas de Guadalupe e Martinica”.
1866 No Chile, o socialista utópico Ramón Picarte tenta criar um falanstério em Chillán.

1867
Marx publica o primeiro volume do Capital. Congresso de Lausanne da AIT.

1868 Bakúnin ingressa na AIT e os núcleos de partidários da Aliança Socialista passam a ser seções da Primeira Internacional. As idéias internacionalistas chegam a Portugal e Espanha através do companheiro de Bakúnin, o italiano Giuseppe Fanelli. O socialista espanhol partidário de Proudhon, Pi y Margall publica o livro Las Nacionalidades. Congresso de Bruxelas da AIT. Os socialistas proudhonianos mexicanos criam Gran Circulo de Obreros.

1869
É fundada a União Cooperativa Inglesa. Congresso de Basileia da AIT.

1870
É formado o Gran Círculo de Obreros de México, de orientação proudoniana. Em Barcelona é criada a Federação Regional Espanhola, aderente à AIT. Morre o pensador russo Aleksandr Herzen, um federalista amigo de Bakúnin e um dos mais influentes intelectuais russos do século XIX.

1871 Os trabalhadores de Paris declaram a Comuna, mas as tropas do governo invadem Paris em maio desencadeando um massacre. Bakúnin publica um dos seus principais livros Deus e Estado. Os internacionalistas espanhóis Anselmo Lorenzo, Morago e Mora refugiam-se em Lisboa e fazem contatos para criar uma seção portuguesa da AIT. O poeta português Antero de Quental, partidário da AIT, publica o folheto O Que é a Internacional? Conferência da AIT em Londres.

1872
O Congresso de Haia da AIT, expulsa os anarquistas por proposta de Marx e transfere a sede a internacional para Nova York. Este foi o último congresso da AIT, a partir daí dissolveu-se a Primeira Internacional. Os anti-autoritários reúnem-se em Saint Imier na tentativa de preservar a internacional. Em Portugal , em fevereveiro, sai o jornal O Pensamento Social ligado aos internacionalistas. No México são editados os jornais El Obrero Internacional e La Comuna.

1873 O médico Eduardo Maia, membro da seção portuguesa da AIT e um dos primeiros anarquistas do país, publica A Internacional, sua História, sua Organização e seus Fins.

1874 É publicada em Portugal a tradução Do Princípio da Federação de Proudhon. O anarquista francês era lido há vários anos em francês pelos intelectuais e trabalhadores socialistas.
1875 Constitui-se no Uruguai a Federación Regional de la República Oriental del Uruguay, mais tarde transformada em Federación Obrera Regional Uruguaya. Reúne-se no México o Congreso General Obrero.
1876 Morre na Suíça o agitador e pensador anarquista russo Mikhail Bakúnin. No México as idéias socialistas são discutidas no Primeiro Congresso Operário. A ala marxista da AIT declara oficialmente, em Filadélfia, o fim da Primeira Internacional. É publicado no México o livro de Prouhdon Idea General de la Revolución en el Siglo XIX. Desencadeiam-se várias greves operárias com participação de trabalhadores anarquistas.

1877
Sublevações camponesas, de inspiração socialista e libertária, no México, nos Planes de la Barranca e Sierra Gorda. Levante de Benevento, um grupo de anarquistas, entre os quais Carlo Cafiero e Errico Malatesta precorrem aldeias do sul de Itália, queimam os arquivos, distribuem armas e apelam aos camponeses para declarar o comunismo libertário.

1878
Quatro anarquistas são enforcados em Chicago em conseqüência das manifestações pelas 8 horas de trabalho. Este acontecimento iria passar a marcar as comemorações do 1. de maio. No México é fundado o primeiro Partido Comunista Mexicano, de idéias anarquistas. Em Montevideu começa a publicar-se o jornal El Internacional.

1879
Aparecem na Rússia vários grupos revolucionários de tendência populista e anarquista, que se dedicam a desencadear a ação direta contra o czarismo. Começa a publicar-se na Suíça o jornal anarquista Le Revolté, sob direção de Piotr Kropotkin. Publica-se em Cuba o jornal anarquista El Obrero.

1880
Engels publica Socialismo Utópico e Socialismo Científico. Chega aos Estados Unidos o militante anarquista alemão Johann Most.

1882 Anarquistas celebram em Montevideo o aniversário da Comuna de Paris.

1883
É criada na Suiça a Emancipação do Trabalho, primeira organização marxista russa. Morre Karl Marx. É fundado em Buenos Aires o Circulo Comunista Anarquista.
1884 Elisée Reclus visita a Colômbia para pesquisar para a sua Nova Geografia Universal, tendo proposto ao governo a criação de uma comunidade agrícola, a que chamou República Idílica, em Sierra Nevada de Santa Marta.

1885
Malatesta chega à Argentina onde residirá por cinco anos.

1886
Começa a publicar-se em Londres o jornal Freedom, por um grupo anarquista reunido em torno de Kropótkin. Reúne-se em Habana o Congreso Obrero Local. Em Buenos Aires, o militante anarquista Mattei edita El Socialista.

1887
É publicado o primeiro livro de Krópotkin em Portugal, A Anarchia na Evolução Socialista. Formam-se os grupos anarco-comunistas do Porto e de Lisboa. Trabalhadores anarquistas fundam, em Buenos Aires, o Circulo Socialista Internacional. Em Habana começa a se publicar o jornal anarquista El Productor.

1888
É fundada em França a organização Bolsas do Trabalho, de tendência libertária. Kropótkin publica um dos seus mais famosos, e traduzidos, livros, A Conquista do Pão.

1889
É fundada em Paris a Segunda Internacional. Em Santos, Silvério Fontes cria o Centro Socialista, um dos primeiros grupos dedicados à divulgação das idéias socialistas no Brasil.

1890 Generalizam-se as manifestações e comemorações do Primeiro de Maio na Europa. Embarcam para o Brasil o primeiro grupo de anarquistas que vai fundar a Colônia Cecília no Paraná. Oscar Wilde edita A Alma do Homem sob o Socialismo, um livro de inspiração libertária. No Chile greve promovida por trabalhadores anarquistas termina com uma violenta repressão. Em Buenos Aires começa a se publicar um dos primeiros jornais anarquistas El Perseguido. Em Nova York, o militante anarquista Pedro Esteve, começa a publicar El Despertar um dos mais duradouros jornais anarquistas, em língua castelhana, dos Estados Unidos.

1891 É fundada na Argentina a Federación Obrera Argentina (FOA). Que depois de um período de estagnação volta a ser reorganizada em 1901, sob uma linha anarco-sindicalista.

1892 É publicado, por emigrantes italianos, Gli Schiavi Bianchi, um dos primeiros jornais anarquistas brasileiros. Ravachol, o mais famoso dos anarquistas partidário da ação direta, é guilhotinado em França. Morre Carlos Cafiero um dos militantes socialistas que contribuiu para o desenvolvimento do anarquismo em Itália. No Chile é criado o primeiro centro de estudos sociais anarquista.
1893 Giovanni Rossi, médico veterinário e anarquista idealizador da Colônia Cecília publica na Itália , Cecilia, Uma Comunidade Anarquista Experimental. É criada na Holanda a National Arbeids Sekretariat (NAS), sindicalista revolucionária, onde teve um papel importante o anarquista Christian Cornelissen. Chega a Cuba o tipógrafo catalão Pedro Esteve, que seria um dos principais militantes anarquistas do país. Nesse mesmo ano os trabalhadores cubanos fundam a Sociedad General de Trabajadores. Levantamento de trabalhadores em Bogotá, com influência anarquista. No Chile é publicado El Oprimido, considerado o primeiro jornal anarquista do país.

1895 É fundada a Confederação Geral do Trabalho (CGT) francesa que viria a inspirar o anarco-sindicalismo em todo o mundo. A Carta de Amiens, aprovada em 1906, é o documento que define as linhas do sindicalismo revolucionário libertário.

1896 No Congresso de Londres os anarquistas são expulsos da Internacional Socialista. Em Portugal é publicado o importante estudo de Silva Mendes, O Socialismo Libertário ou Anarquismo. Morre William Morris importante militante socialista inglês. Reúne-se em Lima o Primero Congreso Obrero. No Chile é criado o Centro Social Obrero reunindo os principais militantes anarquistas que publicam também o jornal El Grito del Pueblo.

1897 É fundado em Buenos Aires La Protesta Humana, o mais importante jornal anarquista latino-americano.

1898 Realiza-se no Brasil, no Rio Grande Sul, o primeiro congresso que reúne organizações operárias a nível estadual. Chega a Buenos Aires, o advogado italiano e intelectual anarquista Pietro Gori.

1899 Na Colômbia Jacinto Albarracín, anarquista indígena, perseguido funda na floresta uma comuna libertária.

1900 É publicado no Rio de Janeiro o livro Estados Unidos do Brasil, o capítulo da Geografia Universal de Elisée Reclus, referente ao Brasil. O anarquista mexicano Ricardo Flores Magón funda o jornal La Regeneración.

1901 Morre Fernand Pelloutier operário e anarquista francês criador das Bolsas de Trabalho e idealizador do sindicalismo revolucionário, que influenciou o anarco-sindicalismo à escala mundial. É fundada na Argentina a Federación Obrera Argentina (FOA) e os trabalhadores de Rosário declaram greve geral. Chega a São Paulo o advogado e militante anarquista Neno Vasco.

1902 É editado o livro Apoio Mútuo de Kropótkin, uma crítica do darwinismo social e a defesa do princípio da cooperação como fundamento da evolução das sociedades. A FOA declara greve geral na Argentina. No Chile, a greve dos tipógrafos marca o desenvolvimento do sindicalismo revolucionário no país. Neste mesmo ano reuniu-se o Primeiro Congresso Social Operário, com participação de sociedades operárias, cooperativas e centros de cultura social.

1903 O escritor e militante anarquista Fábio Luz publica o primeiro romance brasileiro de inspiração libertária, O Ideólogo. Foma-se na Argentina a Unión General de Trabajadores (UGT), reformista, mas onde virá a surgir mais tarde uma tendência próxima do sindicalismo revolucionário. No Chile foi criada na capital uma comunidade anarco-comunista, tendo sido criado, pouco depois, no interior uma comunidade influenciada pelas idéias de Liev Tolstói. Em Valparaíso, em abril, os trabalhadores portuários influenciados pelo sindicalismo revolucionário desencadeiam uma greve, que acaba se generalizando, no Primeiro de Maio Anarquista, em fortes conflitos de rua na cidade, obrigando o governo a enviar tropas para a cidade. Calcula-se que morreram mais de cem trabalhadores e houve milhares de feridos e presos.

1904
No Quarto Congresso Sindical Argentino é criada a Federação Operária Regional Argentina (FORA) a mais importante e combativa organização anarco-sindicalista da América Latina. Realiza-se em Amsterdã o Congresso Antimilitarista organizado pelo anarquista e pacifista Ferdinand Nieuwenhuis.

1905 Desencadeia-se a revolução russa que derruba o czarismo autocrático, iniciando uma abertura liberal. Nos Estados Unidos foi criada a Industrial Workers of the World (IWW) a mais importante organização sindicalista revolucionário americana, que influenciou a criação de organizações semelhantes no Chile, Nova Zelândia e Austrália. Morre Élisée Reclus destacado geógrafo e militante anarquista. É criada a Federación Obrera de la Regional Uruguaya (FORU) de linha anarco-sindicalista, herdeira da linha libertária dos internacionalistas do século XIX. Morre em França, Louise Michel, famosa militante anarquista que participou da Comuna de Paris. No Chile realiza-se a Primera Convención Nacional de las Mancomunales, considerado o primeiro congresso operário.

1906 Primeiro Congresso Operário Brasileiro, aprova uma linha de atuação anarco-sindicalista e cria a Confederação Operária Brasileira (COB). Greve de mineiros no México deixa centenas de mortos. O agitador anarquista colombiano Biófilo Panclasta chega a Buenos Aires. No Chile foi criada a Federación de Trabajadores de Chile (FTCH), considerada a primeira federação operária sindicalista revolucionária.

1907 Congresso Anarquista Internacional em Amsterdã de que participou o colombiano Biófilo Panclasta representando os trabalhadores argentinos. No Brasil desencadeiam-se lutas pelas 8 horas de trabalho. Congresso dos anarquistas alemães reúne-se clandestinamente.

1908 Começa a se publicar, no Rio de Janeiro, A Voz do Trabalhador, órgão da Confederação Operária Brasileira, principal jornal anarco-sindicalista do Brasil. É fundada na Bolivia a Federación Obrera Local (FOL), que será recriada em 1926, após ter desaparecido por vários anos. É fundada pelo operário Hilário Marques a revista Sementeira, a mais importante publicação anarquista portuguesa. Morre em Paris o agitador anarquista individualista Albert Libertad. Revoltas camponesas no México com o apoio de anarquistas.

1909 Semana Trágica de Barcelona. Greve revolucionária agita Barcelona, provocando uma repressão feroz. O educador anarquista Francisco Ferrer Guardia é fuzilado acusado de ser responsável pela agitação revolucionária, mesmo que na época dos acontecimentos estivesse em Londres. Manifestações de indignação por todo o mundo contra o governo espanhol. Começa, em Portugal, o Congresso Operário Nacional , que encerra em 1910.

1910 Morre o famoso escritor russo e defensor de um cristianismo igualitário, com afinidades anarquistas, Liev Tólstoi, que influenciou grupos anarco-cristãos em vários países, principalmente na Holanda e Estados Unidos. Em Barcelona foi fundada a Confederação Nacional do Trabalho (CNT), anarco-sindicalista. Revolução Republicana em Portugal com participação de trabalhadores e militantes anarquistas. Revolução Mexicana, com participação de camponeses e intelectuais libertários influenciados pelas idéias do militante anarquista Flores Magón. Os trabalhadores suecos criam a Sveriges Arbetares Central (SAC) de tendência sindicalista revolucionária.

1911 Primeiro Congresso Anarquista português e fundação Federação Anarquista da Região Sul. São enforcados no Japão os anarquistas Denjiro Kotuku e sua companheira Yugetsu Sugo Kanno. Greve geral no Peru promovida pelos anarco-sindicalistas. São editados os livros de Rafael Barrett, anarquista espanhol que atuou no Paraguai, El Dolor Paraguayo e Cuentos Breves. O ativo militante e jornalista anarquista Neno Vasco parte para Portugal, onde continuará sua militância. Chega a Buenos Aires, José de Brito, que se tornará um ativo militante anarquista na Argentina e, posteriormente em Portugal. No Panamá começa a publicar-se El Unico, Publicação Individualista, um dos raros jornais anarquistas individualistas da América Latina.

1912 Constitui-se em Portugal a Federação Anarquista da Região Norte. Tranbalhadores anarco-sindicalistas bolivianos criam a Federación Obrera Internacional (FOI). Morre Voltairine de Clayre, agitadora anarquista americana. É criada em Itália a União Sindical Italiana (USI), anarco-sindicalista. Morre em tiroteio com a polícia Jules Bonnot, ilegalista e anarquista francês. No Chile é editado o jornal La Batalla, um dos mais importantes periódicos anarquistas do país.

1913
Segundo Congresso Operário Brasileiro mantém a linha sindicalista revolucionária. Em Portugal formam-se as Juventudes Sindicalistas. Em Lisboa edita-se o importante jornal anarquista Terra Livre, dirigido pelo luso-brasileiro Pinto Quartim. Criação da Unión Obrera de Colombia.

1914
Começa a Primeira Guerra Mundial dividindo o movimento socialista (inclusive os anarquistas) sobre a posição a tomar. Começa a se publicar, no Rio de Janeiro, A Vida, a principal revista anarquista do começo do século. Reúne-se em São Paulo a Conferência Libertária. Semana Vermelha em Itália, onda de greves e agitações, desencadeada pela USI, paraliza o país.

1915 Tentativa de formar uma confederação anarco-sindicalista no México, resulta infrutífera pela violenta repressão desencadeada no ano seguinte. Congresso Internacional da Paz, realiza-se no Rio de Janeiro, com representações de vários estados brasileiros e delegados da Argentina. Realiza-se em Ferrol (Espanha) o Congresso Mundial Contra a Guerra, com delegados de vários países. Realiza-se no Rio de Janeiro o Congresso Anarquista Sul-americano, reunindo delegados do Brasil, Argentina e Uruguai.

1916
Morre James Guillaume o mais conhecido militante anarquista suiço, miliante da AIT e fundador da Federação do Jura, que seria o centro difusor do anarquismo do século XIX. Esta Federação recebeu e apoiou militantes anarquistas de todo o mundo. Realiza-se no México um Congreso Obrero Nacional que cria a Federación del Trabajo de la Región Mexicana, anarco-sindicalista. O revolucionário anarquista mexicano Flores Magón é condenado, nos Estados Unidos, a 20 anos de prisão.

1917 Explode a Revolução Soviética. O Partido Social Democrata Russo, de Lenin, desencadeia ações militares que lhe dão o poder. Inicia-se a publicação de A Plebe, o mais importante jornal anarquista brasileiro. No Chile é criada a IWW, organização sindicalista revolucionária.

1918
Inicia-se no Rio de Janeiro a greve geral revolucionária que ficou conhecida por Insurreição Anarquista de 1918 do Rio de Janeiro. Publica-se, no Porto, Portugal, A Comuna, um dos mais destacados títulos da imprensa anarquista. No Brasil os anarquistas criam os Comitês Populares contra a Carestia de Vida. Chega à Argentina Diego Abad Santillán um dos mais importantes militantes e intelectual anarquista do nosso século, autor de uma vasta obra que inclui livros sobre o anarquismo e sindicalismo na Argentina.

1919 O anarquista português Manuel Ribeiro funda a Federação Maximalista Portuguesa, a primeira organização a defender o leninismo no país e que viria a dar origem ao Partido Comunista. No mesmo ano no Brasil é fundado o chamado Partido Comunista do Rio de Janeiro, que mistura anarquismo e maximalismo. Em Portugal, em Coimbra, no Segundo Congresso Operário Nacional, foi fundada a Confederação Geral do Trabalho (CGT), anarco-sindicalista e inicia-se a publicação do jornal A Batalha, o mais importante jornal anarco-sindicalista português. Semana Trágica em Buenos Aires, greve geral violentamente reprimida, com centenas de mortos. É criada no Chile a IWW, central sindical de afinidade anarco-sindicalista. É morto após a derrota da Revolução Alemã, o pensador anarquista Gustav Landauer. É fundada a organização anarco-sindicalista alemã Freie Arbeiter Union (FAU). É criada em Moscou, a Internacional Comunista, conhecida por Terceira Internacional.

1920 Realizam-se, em Portugal, inúmeras greves, incluindo duas greves gerais. Morre precocemente em Portugal, Neno Vasco, um dos mais importantes militantes anarquistas de Portugal e do Brasil. Realiza-se o Terceiro Congresso Operário Brasileiro. Kropótkin escreve várias cartas a Lenin criticando a evolução autoritária da Revolução Russa. É fundado em Milão o diário anarquista Umanità Nuova. No Chile começa a publicar-se Claridad, a mais importante revista ácrata. Neste último país, durante a vaga repressiva deste ano, morreu na prisão o poeta libertário Gómez Rojas.

1921 Morre na Rússia o pensador anarquista Piotr Krópotkin, depois de um longo exílio na Europa. O seu funeral foi a última grande manifestação livre dos anarquistas russos. Violenta repressão, na União Soviética, contra o soviete de Kronstadt e contra o movimento maknovista, abre caminho à violência autoritário do Partido Comunista. É criado em Moscou a Internacional Sindical Vermelha (PROFINTERN) tendo por objetivo ampliar a influência dos partidos comunistas sob o movimento operário. As tropas argentinas massacram os trabalhadores anarco-sindicalistas da Patagônia.

1922 Morre o importante escritor Lima Barreto autor de livros como Triste Fim de Policarpo Quaresma, colaborador da imprensa operária e simpatizante anarquista. Terceiro Congresso Operário Nacional em Portugal reafirma o sindicalismo revolucionário. Fundação do Partido Comunista do Brasil, aderente à Terceira Internacional, entre os fundadores estão vários ex-anarquistas. Marcha sobre Roma dos fascistas italianos, leva Mussolini ao poder, desencadeando a repressão sobre o movimento operário e socialista. Em Salvador é fundada a Unión Obrera Salvadoreña, de tendência anarco-sindicalista e em Cuba a Federación Obrera de la Habana (FOH). Nos Estados Unidos morre, de forma suspeita, na prisão o anarquista mexicano Flores Magón. No Chile é fundada uma nova organização anarco-sindicalista, Federación Obrera Regional de Chile (que desaparece em 1927) e vai coexistir com a IWW também sindicalista revolucionária.

1923
É publicado um dos mais importantes livros anarquistas em língua portuguesa, A Concepção Anarquista de Sindicalismo, de Neno Vasco. Em Portugal greve geral de solidariedade com os mineiros. Realiza-se em Alenquer (Portugal) uma Conferência Anarquista que decide a criação da União Anarquista Portuguesa (UAP). No México é fundada a Alianza Local Mexicana Anarquista (ALMA). No Peru anarco-sindicalistas criam a Federación Regional de Obreros Indios. O anarquista Kurt Wilckens mata na Argentina o coronel Varela, que comandou o massacre da Patagônia.

1924 Manifestações em vários países, incluindo Portugal e Brasil de solidariedade com os anarquistas Sacco e Vanzetti. Criação, em Bogotá, do Grupo Sindicalista Antorcha Libertária, no ano seguinte seria criada a Federación Obrera del Litoral Atlântico (FOLA), anarco-sindicalista. É fundado por anarco-sindicalistas, no Panamá, o Sindicato General de Trabajadores. O anarquista colombiano Biófilo Panclasta participa de lutas operárias em São Paulo o que leva à sua prisão de deportação para o campo de concentração da Clevelândia, de onde veio a fugir. Chega à Argentina o militante anarquista francês Pierre Piller (Gaston Leval). No Chile a adoção do Código Trabalhista e de uma política de integração dos sindicatos no Estado, dá um rude golpe no sindicalismo autônomo.

1925 É fundada em Cuba a Confederación Nacional Obrera de Cuba, anarco-sindicalista. Realiza-se na Colômbia o Segundo Congresso Operário que decide criar a Confederación Obrera Nacional.

1926 Golpe Militar em Portugal abre o caminho à ditadura fascista, visando responder ao crescimento das lutas operárias. Chega ao México o escritor e militante anarquista de origem polaca Ret Marut, que passou a assinar seus livros como Bruno Traven. Formação do primeiro grupo anarquista da Guatemala.

1927 Em Valência foi fundada a Federação Anarquista Ibérica (FAI) reunindo as organizações anarquistas das várias nacionalidades da península ibérica. Junto com a CNT, seriam as organizações que tiveram o papel decisivo na Revolução Espanhola de 1936. São mortos nos Estados Unidos Nicola Sacco e Bartolomeu Vanzetti, trabalhadores anarquistas italianos, num processo judicial fraudulento, que provocou a indignação do movimento operário internacional. Greve na Colômbia marca o momento mais alto do sindicalismo revolucionário no país.

1930 Golpe militar no Brasil prepara o caminho para a ditadura de Getúlio Vargas. Golpe militar do general Uriburu impõe uma ditadura a que seguirá uma outra de Perón, que destruirá o sindicalismo autônoma na Argentina.

1931 É fundada no Chile a Federación General de Trabajadores (CGT) anarco-sindicalista, com uma estrutura semelhante à FORA argentina. Morre o anarquista francês Emile Pouget que, junto com Fernand Pelloutier, desenvolveu as idéias centrais do sindicalismo revolucionário. Greves em Cuba promovidas pelos anarco-sindicalistas duram vários meses.

1932
Morre em Itália, sob liberdade vigiada, Errico Malatesta, o principal agitador e pensador anarquista italiano, que atuou em vários países, inclusive na Argentina.

1933 Os nazistas chegam ao poder na Alemanha desencadeando uma onda de repressão sobre as organizações operárias e socialistas. Morre o poeta alemão John Henry Mackay, grande divulgador do pensamento de Max Stirner.

1934 A CGT portuguesa, anarco-sindicalista, desencadeia uma greve geral revolucionária em 18 de janeiro. A repressão que se seguiu, destruiu o sindicalismo revolucionário e institui o sindicalismo corporativista fascista. Começa-se a publicar em França por iniciativa de Sebastian Faure a Enciclopédia Anarquista. Diego Abad Santillán parte para Espanha onde teria um papel importante no contexto revolucionário.

1935 Morre em Paris o anarquista ucraniano, Nestor Mackhno, que teve de se refugiar no ocidente após ser perseguido pelo governo russo. Morre, no Uruguai, o militante anarquista italiano Luigi Fabbri, companheiro de Malatesta que desenvolveu intensa atividade na Europa e no Uruguai. Os anarquistas cubanos participam da luta contra a ditadura de Batista. É fundada clandestinamente na Argentina a Federación Anarco-Comunista Argentina (FACA)

1936 Como resposta ao golpe fascista do general Francisco Franco, os trabalhadores, sindicalistas e anarquistas assaltam os quartéis desencadeando um processo revolucionário libertário que teve de se confrontar com os fascistas de Franco, apoiados por Hitler, Mussoluni e Salazar e, internamente, com os estalinistas. O revolucionário Victor Serge, ex-anarquista, que se tornou militante do Partido Comunista da União Soviética, consegue exilar-se no ocidente, após um movimento internacional de solidariedade, vindo a denunciar os crimes do estalinismo. É morto a tiro em Madrid, em condições nunca esclarecidas, Buenaventura Durruti, o mais famoso revolucionário anarquista do nosso século.

1937 Realizam-se vários atentados em Portugal contra objetivos ligados aos fascistas espanhóis e alguns militantes anarquistas e comunistas executam um atentado contra o ditador Salazar, que consegue escapar com vida. Militantes operários, incluindo anarquistas e comunistas são deportados para o campo de concentração do Tarrafal, em Cabo Verde. É implantada no Brasil a ditadura de Getúlio Vargas, adotando uma constituição de tipo fascista, passando a desencadear a sistemática repressão contra o movimento operário e particularmente sobre os anarquistas. É morto por estalinistas em Espanha o militante anarquista italiano Camilo Berneri. É criada em Portugal a Federação Anarquista da Região Portuguesa (FARP).

1939 As tropas de Franco derrotam as forças anti-fascistas, seguindo-se uma violenta repressão e o exílio de centenas de milhares de operários e anarquistas, que se refugiam em França, vindo alguns mais tarde para a América Latina. Franco e Salazar estabelecem o Pacto Ibérico, fundamentalmente destinado a articular a repressão contra o movimento operário. Começa a Segunda Guerra Mundial desencadeando-se a expansão nazi-fascista. Morre em Monte Carlo, Benjamin Tucker um dos mais destacados pensadores libertários americanos.

1940 Morre Emma Goldman militante anarquista de origem russa, que teve uma importância central no anarquismo dos EUA. Expulsa em 1919 para a Rússia teve de deixar o país pelas suas críticas à evolução autoritária da Revolução Soviética. Foi uma das primeiras vozes a se levantar contra o autoritarismo comunista.


Bibliografia: Arquivo de História Social Edgar Rodrigues (2010)

ANTI-FASCISMO NAS CONTRA-CULTURAS: PUNK E SKIN


O QUE É ANARCO-COMUNISMO?

E O QUE É ANTIFASCISMO?

SURGIU COMO TEORIA POLÍTICA NA AIT (ASSOSIAÇÃO INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES) EM DIVERSOS PAÍSES DA EUROPA: FRANÇA, ALEMANHA, ITÁLIA, ESPANHA, SUIÇA, ENTRE OUTROS, DEFENDIDO POR TEORICOS COMO BAKUNIN, MALATESTA, RÉCLUS, KROPOTKIN, SUAS PREMISSAS SÃO: ANTI-AUTORITARISMO DE HOMENS SOBRE HOMENS, AUTONOMIA DE TRABALHADORES CAMPONESES E OPERÁRIOS DE PATRÕES E ESTADO, ORGANIZAÇÃO DE TRABALHADORES EM SINDICATOS, FILIADOS A FEDERAÇÕES DE SINDICATOS CNT (CENTRAL NACIONAL DOS TRABALHADORES, ESTE FILIADO A UMA FUTURA CENTRAL MUNDIAL DOS TRABALHADORES,
SUA ORGANIZAÇÃO ECONÔMICA BASEADO NO SISTEMA DE BANCO DO POVO, E MERCADO DO POVO, EXCLUINDO O USO DO DINHEIRO PELA TROCA DE MÃO DE OBRA E HORAS DE TRABALHO, COM A PRINCIPAL PREMISSA DE DISTRIBUIÇÃO ANARQUISTA:
“CADA UM DE ACORDO COM SUA CAPACIDADE, A CADA UM DE ACORDO COM SUA NECESSIDADE.”
ESTA FORMA DE ORGANIZAÇÃO POLÍTICA E ECONÔMICA QUE SUBSTITUI NOSSA ATUAL “PSEUDO” DEMOCRACIA CAPITALISTA, DEU CERTO NAS REGIÕES DE CATALUNHA (ONDE SE CITUA A CIDADE DE BARCELONA) E ARAGÃO NA ESPANHA DO SÉC 19, DOS ANOS DE 1936 A 1939, PORÉM A AUSÊNCIA DE DOMINAÇÃO E EXPLORAÇÃO DE HOMENS SUSCITOU ÓDIO AOS FASCISTAS MILITARES QUE SENTEM PRAZER EM SUBJUGAR SEUS IGUAIS, LOGO O PAÍS ENTROU EM GUERRA CIVIL, DE UM LADO A ESQUERDA (ANARCO-COMUNISTAS, COMUNISTAS AUTORITÁRIOS (MARXISTAS)) DE OUTRO A DIREITA (FASCISTAS MILITARES) FRANQUISTAS BASEADOS NA POLÍTICA NACIONAL SOCIALISTA DO PARTIDO DE HITLER, LIDERADOS PELO GENERAL FRANCO, ESTA GUERRA DUROU 3 ANOS DE 36 A 39, CULMINANDO NA DERROTA DA ESQUERDA (UM DOS PRINCIPAIS MOTIVO DESTA SERIA A TRAIÇÃO DE STALIN, O LÍDER DA URSS DE POLÍTICA COMUNISTA AUTORITÁRIA MARXISTA), O TERMO ANTIFASCISTA SURGIU NESSA GUERRA PARA DENOMINAR OS INDIVÍDUOS CONTRÁRIOS AO FASCISMO E SUA POLÍTICA DE OPRESSÃO HUMANA, PRINCIPALMENTE OS ANARCO-COMUNISTAS.

O QUE ISSO TEM A VER COM PUNKS E SKINHEADS?


PUNK: ESTA CONTRA-CULTURA SURGIU APOLÍTICA (AUSêNCIA DE CAUSA POLÍTICA), APENAS IMORAL E ANTI-CONSERVADORA, EM UMA SOCIEDADE COM COSTUMES MUITO VOLTADOS AO COMODISMO, CONSERVADORISMO DESENFREADO, NÃO DEMOROU PARA QUE ADOTASSE A CRÍTICA SOCIAL E CHEGASSE A TER CONTATO COM O ANARQUISMO E TODO SEU DESPRENDIMENTO NO RELACIONAMENTO HUMANO, E RECUSA AO AUTORITARISMO, DESIGUALDADE DE CLASSES, E IDEALIZAÇÃO DA IGUALDADE ENTRE SERES VIVOS, E AINDA A TEORIA DO CAOS TENDO COMO BASE A CONSEQUÊNCIA DOS ATOS DA ECONOMIA CAPITALISTA, LOGO ENTÃO, UMA GRANDE PARTE DESTE MOVIMENTO TORNOU-SE ANTIFASCISTA.

SKINHEADS:
esta contra-cultura tão crucificada pelos meios de comunicação atuais precisa ser resumidamente explicada antes de tudo:
SURGIMENTO: COMO RESULTADO DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL INGLESA, HOUVE NECESSIDADE DE MÃO DE OBRA “BARATA” , ASSIM ATRAÍDOS PELO TRABALHO, JAMAICANOS MIGRARAM PARA A INGLATERRA NA DÉCADA DE 70, OS JOVENS JAMAICANOS TROUXERAM NA BAGAGEM SUA CULTURA MUSICAL (SKA, DUB E REGGAE) E SUA CULTURA DE GANGUES DE RUA “OS RUDE BOYS”, EM CONTATO COM OS JOVENS INGLESES E SUA CULTURA DE FREQUENTAR PUB'S, E ASSISTIR JOGOS DE FUTEBOL, DA UNIÃO
DESSAS CULTURAS SURGIU O SKINHEAD (CABEÇA RASPADA), COM VESTUÁRIO E COSTUMES ÚNICOS QUE OS DIFERENCIAVAM DE OUTRAS CONTRA-CULTURAS JUVENIS DA ÉPOCA, ESTES ERAM DE POSICIONAMENTO POLITICO LEVEMENTE ESQUERDA, POIS ERAM JOVENS PROLETÁRIOS SUBURBANOS,
NA DÉCADA DE 80 O NATIONAL FRONT (PARTIDO NACIONAL SOCIALISTA) CORRESPONDE POLÍTICO AO NSDAP (PARTIDO DE HITLER), INTRODUZIU E FINANCIOU UMA PARCELA DESSES JOVENS, APROVEITANDO DE SUA CULTURA VIOLÊNCIA, APENAS OS BRANCOS, COM SUA POLÍTICA DE FASCISMO, EXALTAÇÃO DE RAÇA ARIANA, XENOFOBIA, HOMOFOBIA, NACIONALISMO, COMO RESPOSTA UMA GRANDE PARTE DOS SKINHEADS TOMARAM O LADO OPOSTO, OUTROS AINDA MANTIVERAM-SE NEUTROS E FIÉIS A TRADIÇÃO, DIVIDIU-SE ENTÃO EM 3 VERTENTES:
TRADS – NEUTROS, APOLÍTICOS, FIÉIS A CULTURA DO ÍNICIO DO MOVIMENTO,
BONEHEADS, NAZIS, FACHOS – DE ORIENTAÇÃO POLÍTICA EXTREMA DIREITA,
SHARPS (SKINHEADS AGAINST THE RACIAL PREJUDICE) E
RASH ( RED AND ANARCHIST SKINHEADS) – EXTREMA ESQUERDA

ESTES ÚLTIMOS SÃO SKINHEADS QUE SE UNEM A PUNK'S PARA SE PROTEGER E OU COMBATER OS FASCISTAS.
COMO ESTAS CONTRACULTURAS EXPANDIRAM-SE PELO MUNDO TODO, PRINCIPALMENTE ATRAVÉS DA MIGRAÇÃO, EM QUASE TODAS AS CIDADES E PRINCIPALMENTE NAS MAIORES HÁ GRUPOS/ GANGUES. NO BRASIL NÃO É DIFERENTE, E EMBORA SEJA UM PAÍS MISCIGENADO E MULTIRACIAL EXISTEM FASCISTAS E ORGULHOSOS NACIONALISTAS COM SUA POLITICA DE EXCLUSÃO SOCIAL E ÓDIO AO PRÓXIMO,
DE OUTRO LADO NÓS ANTIFASCISTAS COM NOSSO AMOR A VIDA HUMANA, ANIMAL E DO PLANETA, E QUE NÃO DEIXAMOS DE DEFENDER ALGO QUE NÃO CONHECEMOS E DIFICILMENTE SEM LUTA CONHECEREMOS, A “LIBERDADE”, CONTINUAREMOS A ACUSAR, DEBATER, PROTESTAR, DEFENDER, AGIR E LUTAR PELO QUE É CERTO SE FAZER:
SE EDUCAR PARA SER SENHOR DE SI MESMO,
DESENVOLVER-SE SUSTENTAVELMENTE NO PLANETA,
DEFENDER NOSSA NÃO SUBMISSÃO A OUTROS HOMENS,
POIS CREMOS QUE “NOSSA LIBERDADE VAI ATÉ ONDE COMEÇA A DO PRÓXIMO”


“Quando os capitalistas egoístas, Nazi-fascistas opressores e
Comunistas autoritários, entenderem o sentimento que motiva os
Anarquistas a lutarem pelo que não se conhece, a Liberdade,
entenderão de uma vez por todas que o ódio mata sempre,
mas o amor não morre nunca.”



ANARQUISTA, LUTE PELA VIDA, TODA A VIDA

RELIGIOSOS


O QUE DIZEM:

ILUDEM COM PROMESSAS DE UMA PÓS-VIDA PARADISÍACA,

PROMETEM MELHORAR PROBLEMAS FINANCEIROS, RELACIONAIS E PSICOLÓGICOS,

DIZEM SER A RESPOSTA PARA OS PROBLEMAS DO MUNDO,

O QUE FAZEM:

GANHAM MUITO DINHEIRO USANDO A ALIENAÇÃO DA MASSA,

NÃO IDENTIFICAM O CAPITALISMO COMO MAQUIAVÉLICO E TOTALMENTE INVERSO AOS SEUS PRECEITOS, PELO CONTRÁRIO, PRATICAM CAPITALISMO,

NÃO RESOLVEM PROBLEMA MUNDIAL NENHUM E AINDA OS PIORAM COM SEU SECTARISMO E FANATISMO,

NO BRASIL AINDA GASTAM DINHEIRO PÚBLICO COM LIDERES RELIGIOSOS,

ONDE ESTA O ESTADO LAICO?

A religião pode estar em risco de extinção em nove países


Um estudo utilizando dados do censo de nove países mostra que a religião está fadada a extinção.


Assistir TV gratuitamente pela internet ficou muito mais fácil, confira Pesquisadores pegaram dados do censo dos seguintes países: Austrália, Áustria, Canadá, República Checa, Finlândia, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia e Suíça.

Seus meios de analisar os dados é conhecido como dinâmica não-linear – uma abordagem matemática que tem sido utilizado para explicar uma ampla gama de fenômenos físicos em que uma série de fatores desempenham um papel.

O resultado, apresentado no encontro da Sociedade Americana de Física, em Dallas, Estados Unidos, indica que é muito provável que a religião desapareça por completo nesses países, mas não há como ter 100% certeza do assunto.

Um dos integrantes da equipe, Daniel Abrams, da Universidade Northwestern, EUA, criou um modelo semelhante em 2003 para colocar uma base numérica por trás do declínio das línguas menos faladas do mundo.

Trata-se de uma competição entre os falantes de línguas diferentes e da “utilidade” de falar em vez da outra.

“A ideia é muito simples: grupos sociais que têm mais membros são mais atraentes do que as minorias, para se fazer parte”, explica Richard Wiener, da Corporação de Pesquisa em Ciências Avançadas

A língua espanhola, por exemplo, é tida como de maior utilidade e confere mais status do que o idioma quíchua, proveniente do Peru. “Da mesma forma, há algum tipo de status ou de utilidade em ser um membro de uma religião ou não”, compara Wiener.

“Em um grande número de democracias modernas, tem havido uma tendência na população em não se identificar com a religião. Na Holanda, o número foi de 40% e o percentual mais alto encontrado foi na República Tcheca: 60%”, conta Wiener.

Após ajustar os parâmetros de mérito relativo social e utilitarista de adesão à categoria "não-religiosa", chegou-se à conclusão de que todos os países possuem comportamento semelhante.
Nas nove nações, a indicação encontrada foi a de que a religião trilha no caminho da extinção. No entanto, Wiener ressaltou que é “um resultado sugestivo”

"É interessante que um modelo bastante simples captura os dados, e se essas ideias simples estão corretas, ele aponta para o fim da religião como conhecemos hoje. Claro que cada indivíduo é único, mas não se pode deixar de notar um comportamento semelhante em todos os lugares pesquisados”, conclui.

AS PASSAGENS MAIS SANGUINÁRIAS DA BÍBLIA "SAGRADA"


A Bíblia é o livro mais lido da história e o mais sagrado que já existiu no mundo cristão, pois possui, nada mais nada menos que, a “Palavra de Deus”.

Obviamente, e como era de se esperar de algo tão sagrado, é inadmissível que você cristão ou mesmo qualquer um de nós venha a questionar o que está neste livro, afinal, dessa forma você estará questionando a palavra de Deus, um enorme sacrilégio que, tempos atrás, poderia inclusive custar a sua vida, vide a Inquisição.

No entanto, não podemos deixar de notar que várias passagens da Bíblia relatam uma sanguinolência terrível, coisas que colocariam muitos filmes violentos de hoje “no chinelo” e que, certamente, você se sentiria no mínimo desconfortável de ler isso aos seus filhos.

Pior do que isso, muitos podem pensar que isso seja “tudo obra do Diabo”, entretanto, a maioria esmagadora dessas mortes, para nossa surpresa, são cometidas direta ou indiretamente por Deus, ou em nome Dele.

O americano Steve Wells anotou todas as mortes, como essas, registradas nas sagradas escrituras e as somou, chegando à incrível soma de 2.552.452 (dois milhões, quinhentos e cinquenta e dois mil, quatrocentos e cinquenta e duas mortes, entre homens, mulheres e crianças). Isso sem contar os que deveriam ter sido mortos no dilúvio, algo que poderia passar de trinta milhões.

sangue

Surpreso? Não acredita? Então pegue sua Bíblia também e nos acompanhe na travessia desse verdadeiro mar de sangue.


Matando crianças

Em Reis 2:24 algumas crianças estavam zombando um profeta de Deus por ele ser careca. Usando o nome do Senhor ele as amaldiçoou, e em seguida dois ursos surgem e matam 42 duas crianças, apenas por fazerem piadas:

1


Holocausto na cidade

Em Genesis 19, Deus mata todas as pessoas das cidades de Sodoma e Gomorra (estima-se cerca de 2.000 pessoas) com uma chuva de fogo, queimando tudo que tinha lá. Ele salva apenas um homem e sua família, porém mata a esposa dele também, apenas pelo fato de ela ter olhado para trás.

3


Sacrificando animais

Se você gosta de animais e os defende, não vai gostar nada disso.

Em Levítico do capítulo 1 ao 9, vemos pedidos de Deus para que animais sejam sacrificados, sendo degolados e tendo seu sangue espalhado pelo altar.

Em toda a Bíblia existem dezenas de relatos onde Deus pede sacrifício, humano e animal. Nas palavras da própria Bíblia, o “cheiro suave” dos animais caçados, mortos e queimados agrada ao Senhor.

4


E você, o que acha?

Certamente esses textos agradavam aos povos da época, causando uma maior imponência e temor a Deus. Mas, e hoje? O que você acha disso tudo?

Anarco-Comunismo



Anarco-Comunismo
Banco do Povo. Federação do Povo.
Industria do Povo.Terra do Povo.
O trabalho é a fonte de saciação da necessidade mútua. Se todos trabalharem em favor de todos e não só pra si, com um conceito de que trabalho é pra satisfação de si próprio, logo todos são satisfeitos. " (...)Existe apenas um poder e uma ditadura que enquanto organização é salutar e plausível: é aquela que é uma ditadura coletiva e invisível, daqueles que estão aliados em nome de nosso princípio. Essa ditadura será ainda mais salutar e efetiva se não estiver investida de qualquer poder oficial ou de caráter extrínseco."- Bakunin. Ou seja, a ditadura do povo pra povo: "nós somos o supremo governo, mandamos autoritariamente em nós, em favor da necessidade mútua." Devemos ser rigorosos sim, mas em garantir o direito de todos. Se todos trabalham em favor de todos, o que dizer daquele que se usa de mais tempo que os outros ou mais esforço para cumprir com o seu trabalho? "Volumes iguais de trabalho devem receber pagamento igual."- Proudhon. Ou seja, a necessidade de cada um deve ser saciada, porém valorizando a produção de cada um. Se não for assim teremos um capitalismo, onde quem trabalha menos ganha mais. Tudo deve ser organizado por uma Federação do Povo, administrado por um Banco do Povo. A religião e o Estado não podem interferir como governos, eles são despóticos. A sociedade deve ser libertária-fraterna. "Acredito que direito e dever é o que resume o anarco-comunismo." Kalu Veracruz.

Buenaventura Durruti

Um dos principais martíres da luta Anarquista durante a guerra civil espanhola,

“As ruínas não nos assustam nenhum pouco. Vamos herdar a terra. Não há menor dúvida quanto a isso. A burguesia pode derrubar e converter em ruínas seu próprio mundo antes que abandone a cena da história. Levamos um mundo novo em nossos corações, um mundo que está crescendo neste instante.”
- Buenaventura Durruti

Ser governado...

ESSE É UM DOS TEXTOS MAIS CLÁSSICOS QUE EXPRESSAM TODA A REPULSA E REVOLTA ANARQUISTA AS FORMAS DE GOVERNOS AUTORITÁRIAS QUE TEM SIDO ACEITO A MILÊNIOS NAS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS:


Ser governado significa ser observado,
inspecionado, espionado, dirigido,
legislado, regulamentado, cercado,
doutrinado, admoestado, controlado,
avaliado, censurado, comandado;
e por criaturas que para isso não tem o direito,
nem a sabedoria, nem a virtude...
Ser governado significa que todo movimento,
operação ou transação que realizamos é anotada,
registrada, catalogado em censos, taxada, selada,
avaliada monetariamente, patenteada, licenciada,
autorizada, recomendada ou desaconselhada,
frustrada, reformada, endireitada, corrigida.
Submeter-se ao governo significa consentir em
ser tributado, treinado, redimido, explorado,
monopolizado, extorquido, pressionado, mistificado,
roubado; tudo isso em nome da utilidade pública
e do bem comum. Então, ao primeiro sinal de
resistência, à primeira palavra de protesto,
somos reprimidos, multados, desprezados, humilhados,
perseguidos, empurrados, espancados, garroteados,
aprisionados, fuzilados, metralhados, julgados,
sentenciados, deportados, sacrificados, vendidos,
traídos e, para completar, ridicularizados, escarnecidos,
ultrajados e desonrados. Isso é o governo, essa é a
sua justiça e sua moralidade! ... Oh personalidade
humana! Como pudeste te curvar à tamanha sujeição
durante sessenta séculos?

Proudhon

DIVISÃO DE CLASSES E COMO LUTAR!



A CORRUPÇÃO E O DESCASO CAUSAM A DEFICIÊNCIA NA EDUCAÇÃO,
QUE POR SUA VEZ CAUSA A DESIGUALDADE SOCIAL,
QUE CAUSA A CRIMINALIDADE,
QUE É COMBATIDO PELAS FORÇAS MILITARES,
QUE SEGUE OS MESMOS PRECEITOS DE FORMAÇÃO DESDE A DITADURA MILITAR,

DE OUTRO LADO A MÍDIA COM UM PODER DE INFORMAÇÃO GIGANTE, USO SEU ESPAÇO PARA VENDER E ALIENAR A MASSA,
E A RELIGIÃO ILUDE COM PROMESSAS DE MELHORAS EM UMA VIDA FUTURA,

QUEM É O REAL INIMIGO DO POVO?
O BURGUÊS POLITICO CORRUPTO,
O BURGUÊS E O ESTADO MANIPULADOR DA MÍDIA
O MARGINAL SEM ESCRUPULOS,
O POLICIAL OPRESSOR FASCISTA
O RELIGIOSO CHARLATÃO?

DEFENDA-SE.

ATIVISMO ANARQUISTA ANTI-FASCISTA

Noam Chomsky: As 10 estratégias da mídia para manipular as massas


A seguir veremos em que consistem as 10 estratégias de maneira detalhada, como influem na hora de manipular as massas e em que são baseadas.

1. A estratégia da Distração:
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio, ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir o público de interessar-se por conhecimentos essenciais, nas áreas da ciência, economia, psicologia, neurobiologia e cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais”

2. Criar problemas e depois oferecer soluções.
Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Se cria um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou que se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas desfavoráveis à liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3. A estratégia da gradualidade.
Para fazer que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Foi dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4. A estratégia de diferir.
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais difícil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato.
Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Depois, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “amanhã tudo irá melhorar” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia da mudança e aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5. Dirigir-se ao público como crianças.
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse uma criança de pouca idade ou um deficiente mental. Quanto mais se tenta enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como as de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade.”

6. Utilizar o aspecto emocional muito mais do que a reflexão.
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e finalmente no sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou injetar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos.

7. Manter o público na ignorância e na mediocridade.
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores e as classes sociais superiores seja e permaneça impossível de ser revertida por estas classes mais baixas.

8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade.
Promover ao público a crer que é moda o ato de ser estúpido, vulgar e inculto.

9. Reforçar a autoculpabilidade.
Fazer com que o indivíduo acredite que somente ele é culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, no lugar de se rebelar contra o sistema econômico, o indivíduo se auto desvaloriza e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua ação. E, sem ação, não há revolução!

10. Conhecer aos indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem.
No transcurso dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado uma crescente brecha entre os conhecimentos do público e aqueles possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, a neurobiologia a psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto em sua forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior que o dos indivíduos sobre si mesmos.

Assustador?

Urgência das Ruas - Black Block, Reclaim The Streets e os Dias de Ação Global

ANTES DE MAIS NADA…

Black Block A partir desse processo de deslegitimação da vertente neoliberal do capitalismo, a contestação praticada nas ruas, organizada basicamente por grupos de afinidade de forma autogestionária, isto é, não-hierárquica, não-burocrática e autônoma, naturalmente tenta ser capitalizada na forma d dividendos políticos pela esquerda capitalista: representada por ONGs (Organizações Não Governamentais) e partidos que buscam maior espaço na gestão do capitalismo. Afinal, transformar os impulsos de revolta contra a sociedade instituída em simples reivindicações compatíveis com o imaginário instituinte da sociedade capitalista sempre foi a prática da esquerda institucionalizada. Esse tom anticapitalista e libertário que anima os Dias de Ação Global e as manifestações-bloqueio – nascido das selvas de Chiapas (México), da música verdadeiramente underground (não de Rage Against the Machine como gostam de citar os jornais burgueses), de raves, de squats e infoshops anarquistas – ao mesmo tempo que é por demais evidente e enormemente significativo, tende a ser desprezado e preterido cada vez mais pela mídia e pelos capitalistas de esquerda, o que não poderia deixar de ser diferente. Qual será o espaço reservado para esses anticapitalistas e antiestatisticas na história oficial? Serão eles engolidos nessa, assa uniforme que chamam “movimento antiglobalização”, “povo de Seattle” ou “povo de Porto Alegre” ? E suas energias serão relembradas como se tivessem sido postas a serviço do cancelamento da dívida do terceiro mundo, da taxação do capital financeiro ou do orçamento participativo municipal? Servirão os “radicais” libertários de bucha de canhão e tropa de choque para o ganho político dos capitalistas de esquerda? A resposta será dada também pela capacidade de articulação e estruturação dessa resistência anticapitalistas e libertária.

Surgindo na Inglaterra no início dos anos 90 a partir da luta antiestradas, uma das características do Reclaim The Streets (RTS) tem sido uma autocrítica severa, algo realmente inspirador e não muito comum, seja em indivíduos ou coletividades, o que dá ao RTS a propriedade de estar sempre em movimento, procurando cobrir suas insuficiências e encontrar as práticas adequadas para suplantar o capitalismo em prol de sua visão de sociedade ecológica, comunista e libertária. O RTS inglês foi inicialmente o principal impulsionador na Europa, e talvez no mundo, do mecanismo de coordenação de movimentos sociais chamado Ação Global dos Povos (AGP). Foi também ele um dos grandes impulsionadores dos primeiros Dias de Ação Global.

É notório que os avanços sociais, mesmo as reformas, são sempre conseguidos devido à ação das massas, pela pressão da revolta,

A questão que se coloca é por que sempre foi preciso a “agitação das massas” para que os donos do poder cedam, para que sintam alguma ameaça” traz um medo ao status quo causando-lhe uma pressão que a expressão verbal, entre outras, não causa?

Foucault salientava que a disciplina que mantém e define um determinado ordenado social é uma técnica de operação sobre os corpos de modo a obter um resultado concreto. A disciplina dos corpos exprime a estabilidade de um sistema. Uma sala de aula só “funciona” porque os corpos dos alunos, isto é, os alunos, estão disciplinados a se disporem de uma determinada maneira. E assim é em todos os espaço-tempos na sociedade, de um teatro, passando por um exército, um show de rock ou a locomoção pelas ruas.

A disciplina do corpo em um determinado espaço-tempo, ordenado sob uma disciplina específica, pode levar o sujeito muitas vezes à prisão ou ao hospício. O “delito” e a “loucura” são algumas das criações que a nossa sociedade reservou para os corpos indisciplinado
AGP E O INÍCIO DOS DIAS DE AÇÃO GLOBAL
AÇÃO GLOBAL DOS POVOS

Em 1996, os zapatistas, mesmo temendo que ninguém aparecesse, lançaram um chamado para um encontro internacional de ativistas e intelectuais em Chiapas, com o intuito de se discutir estratégias comuns, problemas e soluções. Seis mil pessoas atenderam ao chamado, e passaram dias conversando e compartilhando suas histórias de luta contra o inimigo comum: o capitalismo. A este se seguiu no ano seguinte um encontro na Espanha, onde a idéia de uma campanha global mais concreta, chamada Ação Global dos Povos, foi parida por um grupo formado por dez dos maiores e mais inovadores movimentos sociais, incluindo o Movimento Sem Terra brasileiro e o Sindicato dos Agricultores do Estado de Karnataka (KRRS), dos agricultores radicais da Índia.

Quatro “pontos de partida” foram propostos por esse grupo (que veio a ser o comitê convocador da AGP, papel que seria rotativo anualmente) na perspectiva de juntar pessoas em torno de princípios comuns. Eles eram:

“uma rejeição explícita das instituições que as multinacionais e os especuladores constituíram para tomar o poder das pessoas, como a OMC e outros acordos de liberação do comércio (como a APEC, a EU, a NAFTA etc;”(1)

“Uma atitude de confronto, uma vez que não achamos que tentar influenciar e participar possa ter um grande impacto nessas viciadas e antidemocráticas organizações, nas quais o capital transnacional é o único e verdadeiro orientador das políticas”;

“Uma chamada para a desobediência civil não-violenta e a construção de alternativas locais, como resposta para a ação dos governos e das corporações”;(2)

“Uma filosofia organizacional baseada na descentralização e autonomia"

Em fevereiro de 1998, a Ação Global dos Povos nasceu, pela primeira vez os movimentos populares do mundo estavam começando a conversar e trocar experiências sem a mediação de Organizações Não-Governamentais, e a primeira conferência da AGP teve lugar em Genebra (Suíça). Das comunidades Uwa, passando pelos Funcionários do Correio Canadense, Reclaim The Streets, militantes antinuclear, agricultores franceses, ativistas Maori e Ogoni, sindicalistas coreanos, Rede de Mulheres Indígenas da América do Norte, aos ambientalistas ucranianos, todos estavam lá para formar “um instrumento global para comunicação e coordenação de todos aqueles que lutam contra a destruição da humanidade e do planeta pelo mercado global, enquanto constroem alternativas locais e poderes populares”.

TEXTO DO PANFLETO INTERNACIONAL 18 DE JUNHO DE 1999

Um dia internacional de protesto, ação e carnaval dirigido ao coração da economia global: os centros bancários e financeiros em volta do globo.

Ativistas de diversos grupos e movimentos em todo o mundo estão discutindo, formando redes e se organizando para um dia internacional de ação direcionada ao coração da economia global: os centros financeiros, distritos bancários e sedes de corporações multinacionais.

Ambientalistas, trabalhadores, desempregados, povos indígenas, sindicalistas, camponeses, redes de mulheres, sem-terras, estudantes, pacifistas e muitos outros estão trabalhando lado a lado a partir do reconhecimento de que o sistema capitalista global, baseado na exploração das pessoas e do planeta para o lucro de poucos, é a raiz de nossos problemas sociais e ecológicos. A ocupação e alteração no 18 de junho (J 18) dos distritos financeiros, simultaneamente em todo o mundo, será uma contribuição para o – e um exemplo prático do – processo de construção de conexões e alternativas à ordem social atual.

A ação esta programada para coincidir com o primeiro dia do encontro dos grupos dos Sete (G-7) dos lideres dos Estados –nação mais ricos – em Colônia na Alemanha-, quando novamente será dito pelas elites econômicas e políticas que a promoção da globalização é o único caminho a seguir.

Esta proposta é feita com o espírito de fortalecer nossas redes internacionais a partir do sucesso da ação global coordenada entre os dias 16 e 20 de maio de 1998.

Nesses dias ocorreram ações, protestos e manifestações em todos os continentes, por exemplo mais de trinta festas Reclaim The Streets em mais de vinte países – uma combinação de carnaval ilegal, protesto e ação direta, catalisado pelo RECLAIM THE STREETS em Londres. Em Brasília 50 mil desempregados e agricultores sem – terras foram às ruas, enquanto em Hyderabad 200 mil pessoas protestavam. Esses eventos coincidiram com o encontro do G-8 em Birmingham e a terceira reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio em Genebra. O ano de 1999 assistirá essas coordenações aumentarem. Paralelamente à ação global do 18 de junho, estará ocorrendo também um tour de artistas/agricultores indianos pela Europa com o objetivo de fazer campanha contra a Organização Mundial do Comércio, bancos e corporações multinacionais.

Com o espírito de fortalecer as redes internacionais pela igualdade, liberdade e sustentabilidade ecológica, encorajamos todos os movimentos e grupos simpatizantes a organizarem seus próprios protestos ou ações autônomas no mesmo dia – 18 de junho – nos mesmos locais – distritos financeiros – por todo o mundo. Cada evento seria organizado autonomamente, podendo ser coordenado em cada cidade por uma variedade de grupos e movimentos, ao mesmo tempo ligados globalmente por correio, telefone, fax, e-mail e encontros internacionais.

Greves, protestos, piquetes, ações, ocupações, festas de rua, manifestações, bloqueios, paralisações – uma unidade de diversos eventos estão sendo planejados por uma rede crescente de indivíduos, grupos, movimentos e alianças. Sua participação – não importa o quão pequena – é cruel: reuniões precisam se organizadas, eventos planejados, panfletos impressos e distribuídos, fundos levantados, risadas e idéias compartilhadas. Se cooperarmos e nos coordenarmos podemos concretizar um mundo diferente: ele por acaso já foi tão necessário e tão possível?

“Através da ação direta, as pessoas fazem conexões, conversam e se comunicam entre si, quebram o isolamento e a fragmentação desta sociedade alienada. Essas conexões estão agora se espalhando em volta do globo na medida que as pessoas percebem que suas lutas locais específicas são parte de um problema mais amplo: a economia global.”

Se seu grupo esta organizando um evento ou ação para o 18 de junho, por favor envie os detalhes para contato com seu grupo ou movimento para J18contacts@hotmail.com. Isto possibilitara que se faça uma lista global dos grupos que estão participando. Será uma fonte inestimável para todos os participantes de modo a mostrar a quantidade e diversidade de grupos em ação no 18 de junho. Esta informação será posta na pagina da Internet e na listra J18discussion.

“O colapso do mercado global seria um evento traumático com inimagináveis conseqüências. Contudo eu acho mais fácil imaginá-lo, do que a continuidade do atual regime.” (George Soros, especulador financeiro, predador e explorador.)

Imagine os distritos financeiros em todo o mundo cheios não de lucros e ganhos, mas de sons e ritmos de festa e de prazer.

Imagine substituir a ordem social existente por uma sociedade ecológica e livre baseada no apoio mútuo e na cooperação voluntária.

Imagine assumir seus desejos como realidade.

“Se você diz que a organização da sociedade e sua dominação por incontáveis tiranias, que é aquilo que ela é, é inadequada e injusta... você deve considerar quais são as alternativas e como seguir na direção delas... E estes não são problemas triviais, eles requerem movimentos populares organizados que pensem as coisas de forma total, que debatam, que ajam, que experimentem, que tentem alternativas, que desenvolvam as sementes do futuro na sociedade atual.”

O QUE FOI O DIA 18 DE JULHO?

Reclaim The Streets, o London Greenpeace, o Class War, o Comitê de Solidariedade aos trabalhadores da Rússia, a Associação dos Astronautas Autônomos.

ABANDONE O ATIVISMO

FORMA E CONTEUDO

A forma de ativismo tem se preservado apesar do conteúdo desta atividade ter ido alem da forma que a contem. Ainda pensamos nos termos de sermos “ativistas” fazendo uma “campanha” sobre um “assunto”, porque somos ativistas de “ação direta” iremos e “faremos uma ação” contra o alvo. O método de campanha contra processos específicos ou companhias especificas tem sido mantido sobre esta nova perspectiva de atingir o capitalismo. Estamos fazendo em termos completamente inapropriados e utilizando um método de operação apropriado ao reformismo liberal. Temos então o bizarro espetáculo de “fazer uma ação” contra o capitalismo – uma pratica absolutamente inadequada.

PAPÉIS

O “ativista” é um especialista ou um expert em transformação social – apesar de sabermos que quanto mais forte nos apegamos e somos fiéis a este papel e à noção do que somos, mais estaremos impedindo a transformação que desejamos. Uma verdadeira revolução envolverá a quebra de todos os papéis e funções preconcebidos e a destruição de todo especialismo – a recuperação de nossas vidas. Este ato de controle sobre nossos próprios destinos, o qual é o ato da revolução, envolverá a criação de novos seres e novas formas de internação e comunidade. Experts de qualquer tipo podem apenas obstruir isto.

“Assim como a passividade do consumidor é uma passividade ativa, a passividade do espectador reside na habilidade de assimilar papéis e desempenhá-los de acordo com as normas oficiais. A repetição de imagens e estereótipos oferece um conjunto de modelos da qual se supõe que qualquer um possa escolher um papel.”

A atividade supostamente revolucionária do ativista é uma rotina cega e estéril – uma constante repetição de poucas ações sem potencial para a mudança. Ativistas provavelmente resistiriam à mudança caso ela viesse, uma vez que ela destruiria as fáceis certezas de seu papel e o agradável pequeno nicho que eles cavaram para si mesmos. Da mesma forma que chefes de sindicatos, ativistas são eternos representantes e mediadores. Da mesma forma que lideres sindicais seriam contra o sucesso de seus trabalhadores na sua luta, porque isto provavelmente acabaria com seu emprego, o papel do ativista também é ameaçado pela mudança. De fato revolução, ou mesmo algumas mudanças reais nessa direção, desagradariam profundamente ativistas por destituí-los de seus papéis. Se todos resolvem tornar-se revolucionários, então você não é mais tão especial, não é?

Então, por que nos comportamos como ativistas? Simplesmente porque é a opção fácil dos covardes? É fácil cair no papel de ativista uma vez que ele se adapta a essa sociedade e não a desafia – ativismo é uma forma aceita de dissidência -, mesmo se como ativista fazemos coisas que não são aceitas e são ilegais. A forma de ativismo em si é da mesma espécie de um emprego – significa que ela adapta em nossa psicologia e em nossa formação. Ela causa uma certa atração precisamente porque não é revolucionária.

ISOLAMENTO

O papel de ativista é um isolamento auto-imposto de todas as pessoas nas quais deveríamos estar ligados. Incorporando o papel de ativista, você será separado do resto da raça humana como alguém especial e diferente.

Não é suficiente apenas procurar manter contato com todos os ativistas do mundo, nem é suficiente procurar transformar mais pessoas em ativistas. Contrariamente ao que algumas pessoas possam achar, não estaremos mais próximos de uma revolução se cada vez mais pessoas se tornarem ativistas. Algumas pessoas parecem ter a estranha idéia de que é preciso que todos sejam de alguma forma persuadidos a se tornarem ativistas como nós, e conseqüentemente teremos a revolução. Vaneigem diz: “A Revolução é feita todo dia, apesar de e em oposição aos especialistas da revolução”.

O militante ou ativista é um especialista em transformação social ou revolução. O especialista recruta outros para a sua pequena área de especialidade de maneira a aumentar seu próprio poder, deste modo dissipando a percepção de sua própria impotência. “O especialista... alistar a si próprio de maneira a alistar os outros”.Como num jogo de pirâmide, a hierarquia é auto- replicante – você é recrutado de maneira a ficar na base da pirâmide, e em que recrutar mais pessoas para estarem abaixo de você, que farão então exatamente o mesmo. A reprodução da sociedade alienada de papéis é efetuada através de especialistas.

Jacques Camatte, em seu ensaio “On Organization” (1969), aponta muito bem que grupos políticos muitas vezes acabam se tornando “gangues”, definindo-se por exclusão – a primeira lealdade dos membros do grupo passa a ser o próprio grupo ao invés de ser a luta. Sua crítica se aplica especialmente para a miríade dos setores de esquerda e pequenos grupos aos quais ela foi direcionada, mas se aplica em menor proporção para a mentalidade ativista.

O grupo político ou partido se auto-substitui ao proletariado, e sua própria sobrevivência e reprodução torna-se o soberano supremo – a atividade revolucionária se torna sinônimo de “construir o partido” e recrutar membros. O grupo considera a si próprio como sendo o único possuidor da verdade, e todos fora do grupo são tratados como idiotas que precisam ser educados por esta vanguarda. Ao invés de um debate igual entre camaradas, temos no lugar a separação da teoria e propaganda: o grupo possui sua própria teoria, que é quase sempre mantida em segredo, na crença de que os jogadores menos capazes mentalmente devem ser ludibriados pela organização através de alguma estratégia de populismo, antes que a política seja lançada a eles de surpresa. Este método desonesto de lidar com aqueles d fora do grupo é semelhante a um culto religioso – eles nunca lhe dirão claramente seus objetivos e pensamentos.

O capital é uma relação social entre pessoas mediada por coisas – o princípio básico da alienação é de que vivemos nossas vidas ao serviço de alguma coisa que nós mesmos criamos. Se reproduzimos esta estrutura em nome da política que se declara anticapitalista, já perdemos antes mesmo de termos começando. Não se pode lutar contra a alienação por meios alienados.

UMA PROPOSTA MODESTA.

Pode ser que em tempos de diminuição da luta, aqueles que continuam a trabalhar pela revolução social fiquem marginalizados e passem a ser vistos (e vejam a si próprios ) como um grupo especial separado das pessoas. Talvez isto só possa ser corrigido por um generalizado ressurgir da luta, quando não seremos mais pessoas esquisitas e loucas, mais simplesmente pessoas levando o que se encontra na cabeça de todos.

Historicamente, aqueles movimentos que chegaram mais perto de desestabilizar, remover, ou ir alem do capitalismo não tiveram como um todo a forma de ativismo. O ativismo é essencialmente uma forma política e um método d operar apropriado ao reformismo liberal, que tem sido empurrado além de seus próprios limites e usando para propósitos revolucionários. O próprio papel de ativista deve se constituir num problema para aqueles que desejam a revolução social.

A IDEOLOGIA DA “GLOBALIZAÇÃO”

Desde o inicio da “crise de acumulação capitalista” no fim dos anos 60, uma quantidade de termos como pós-industrialismo, sociedade de risco, pós-fordismo e é claro globalização têm sido introduzidos ostensivamente na tentativa de fornecer uma compreensão adequada das mudanças contemporâneas na economia global (Bonefeld, 1997).

Quando se focaliza a oposição nas manifestações mais recentes do capitalismo (por exemplo, a reestruturação, o mercado global, as organizações de livre comércio, o poder controlado pelas corporações multinacionais), isso significa que um ataque ao verdadeiro coração do sistema capitalista está sendo esquecido ou ignorado. O capitalismo não é um lugar (“centros financeiros”) ou uma coisa (“corporações multinacionais”), ele é uma relação social baseada no trabalho assalariado e na troca de mercadoria, de onde o lucro é derivado do roubo do trabalho não pago efetuado pelo capital. “Quarta Guerra mundial” - é entre o rico e o pobre ou entre o neoliberalismo globalizante e a “soberania nacional”.

OMC – POR QUE TOTEMIZAR A OPRESSÃO?

A polícia inglesa se defrontou com um adversário inesperado, tanto em tamanho, estrutura e tática, quanto em forma de organização. O establishment foi pego de surpresa numa manifestação de rua de tais proporções. A “caça às bruxas” não conseguiu “queimar” os líderes, uma vez que eles não existiam. Como combater dezenas de grupos de afinidades e coletivos horizontais que não possuem sede, estrutura formal etc.? Como lidar com uma manifestação multifacetada e descentralizada, com milhares de pessoas espalhadas por vários pontos da cidade?

Durante vários meses o J18 foi assunto dos jornais ingleses. As ações diretas do Animal Liberation Front e Earth First! Já incomodavam demais e o J18 foi a gota d’água. A terceira via do governo Tony Blair foi logo encontrada: uma nova lei redefinindo “terrorismo” foi elaborada após o J18. De acordo com esta lei, “destruição de propriedade” passa a ser ato terrorista, assim como “pôr em risco a vida de qualquer pessoa” (algo bastante subjetivo e aplicável a diversas formas de ação direta). Em suma, a nova Carta antiterrorismo foi elaborada para combater os movimentos sociais que utilizam a ação direta, do Animal Liberation Front ao Reclaim The Streets, e para defender as empresas e o capital de suas investidas. O terrorismo passa a ser definido não mais com o intuito de manter a estabilidade do Estado, mas também de manter a prosperidade do capital e das empresas. Qualquer expressão de apoio a um grupo considerado terrorista e a posse de qualquer objeto ou literatura associado a esses grupos ou a ações “terroristas” também passam a ser crime de acordo com a nova lei. E isso na Inglaterra, um dos berços do liberalismo, e sob o governo do Partido Trabalhista. Alguém já ouviu falar em guerra de classes? Quem a havia esquecido começou a relembrá-la depois do J18.

O QUE FOI O DIA 30 DE NOVEMBRO (1999)?

A resistência e a solidariedade são tão transnacionais quanto o capital!

RESPOSTA AO BLACK BLOCK

A resposta ao Black Block realçou algumas das contradições e despotismo intrínsecos da comunidade de “ativistas não-violentos”. À parte a óbvia hipocrisia daqueles que se engajaram em atos de violência contra pessoas que usavam máscara e que estavam vestidas de preto (muitas das quais foram acossadas apesar de não terem jamais se envolvido com a destruição de nenhuma propriedade), há o racismo de ativistas privilegiados que têm recursos econômicos para ignorar a violência perpetrada contra a maior parte da sociedade e de natureza em nome do direito de propriedade privada. A destruição de janelas e vitrines trouxe o engajamento e inspirou muitos dos membros mais oprimidos da comunidade de Seattle, mais do que qualquer boneco gigante ou fantasia de tartaruga do mar poderia conseguir (sem querer menosprezar a efetividade desses meios em outras comunidades).

SOBRE A VIOLÊNCIA DA PROPRIEDADE

A propriedade privada deveria ser distinguida da propriedade pessoal. Essa última é baseada no uso, enquanto a primeira é baseada no comércio. A premissa da propriedade pessoal é que cada um de nós possui o que precisa. A premissa da propriedade privada é que cada um de nós possui alguma coisa que outra pessoa precisa ou quer. Em uma sociedade baseada no direito de propriedade privada, aqueles que são capazes de provir mais aquilo que outros necessitam ou querem, possui mais poder. Por conseqüência, eles exercem maior controle sobre a concepção de necessidades e desejos dos outros, normalmente com o interesse de ampliar seus próprios ganhos.

Quando destruímos uma vitrine, queremos destruir o fino verniz de legitimidade que circunda o direito de propriedade privada. Ao mesmo tempo, exorcizamos o conjunto de reações violentas e destrutivas que tem se impregnado em quase tudo em nossa volta. “Destruindo” a propriedade privada, convertemos seu limitado valor de troca em um expandido valor de uso.

ENTREVISTA COM PARTICIPANTE DO BLACK BLOCK DO N30

Devemos continuar a impulsionar estratégias que desafiem o poder dos negócios e do Estado, e não que apelem a ele.

Também precisamos enraizar nossas lutas nas comunidades em que vivemos e em torno de temas relativos à opressão e injustiça, que são temas cotidianos para as pessoas em nossa volta.

SOBRE DESORGANIZAÇÃO

As atividades do RTS são resultados de esforços voluntários, não remunerados e cooperativos de várias pessoas autodirigidas tentando trabalhar juntas em igualdade. O evento buscou tanto realçar quanto confrontar diretamente o atual sistema socioeconômico internacionalizado, que causa uma enorme destruição ambiental e está levando a um aumento da pobreza e desigualdade à maioria dos povos do mundo. www.reclaimthestreets.net.

O QUE TRAZEM OS BLACK BLOCKS

A ação dos Black Blocks se inscrevem de fato numa superação do modos de manifestação política tradicionais caracterizados pelo lobby e reformismo. Os Block Blocks praticam uma desobediência civil ativa e a ação direta, afastando assim a política do teatro virtual perfeitamente domesticado, dentro do qual ela permanece muitas vezes encerrada (quando a contestação do sistema se torna um elemento entre outros no tabuleiro de xadrez político, previsível e integrado nos cálculos políticos). Os black Blocks reinserem a ação no seio da contestação e possibilitam assim um assalto direto sobre os elementos do sistema que eles rejeitam. Concretamente, os Black Blocks não se contentam com simples desfiles contestatários, certamente importantes pela sua carga simbólica mas capazes de verdadeiramente sacudir a ordem das coisas. A ação dos Black Blocks contribui para realizar a política ao invés de somente expressá-la em palavras. Neste sentido, ação política, passiva e/ ou simbólica, torna-se ativa e até ofensiva.

A “VIOLÊNCIA CONTRA A PROPRIEDADE”

“ Em um sistema baseado na busca do lucro, a ação é mais eficaz quando ataca o bolso dos opressores. A destruição da propriedade, como forma estratégica de ação direta, é uma estratégia eficaz para atingir esse objetivo. Isso não é uma teoria... é um fato” (Comunicado do Black Block Anti-Estatista, Filadélfia, 9 de outubro de 2000).

Atacar a propriedade de empresas é, antes de mais nada, romper com as clássicas manifestações-desfile que “o poder” assimila perfeitamente. Causar danos materiais que se contabilizam em dólares é dizer claramente às pessoas que falam apenas a língua do dinheiro que eles não são intocáveis, é sabotar um centésimo de seus lucros e lhes retribuir um milésimo da violência que suas atividades geram.

Se essas ações permitem afetar a imagem das companhias que são alvo, elas permitem também transformar as percepções, modificando o valor concebido aos diversos bibelôs e símbolos do capitalismo.

Uma loja pilhada é uma coletividade que toma aquela de que necessita, seja lá onde se encontrem, curto-circuitando o processo mercantil, negando o valor de troca dos objetos e lhes reconhecendo um valor de uso. É a afirmação da gratuidade contra o comércio, do roubo como forma de protesto político e meio de viver decentemente em um mundo onde nada é acessível sem dinheiro, nem mesmo a satisfação de suas necessidades vitais. O impacto visual de um slogan escrito em um muro às pândegas rivaliza com a dos painéis publicitários, do cartaz oficial ou da tela da televisão que se impõem como os únicos meios de informação e de expressão. Ele curto-circuita também o processo “normal” de expressão, reservado àqueles e àquelas que podem ter acesso a eles – devido a sua posição social ou pela falta de questionamento dos fundamentos de um sistema alienante.

Esses diferentes procedimentos, simples de serem realizados, são a manifestação de um poder emanado da base, de um poder que não possa pelas estruturas oficiais para se exprimir, mas que escolhe uma forma de expressão dissidente e mais direta. Estes meios simples, diretos e ao alcance de todos são portanto logicamente mais capazes de atingir os grupos mais desfavorecidos, os grupos mais marcados pela exclusão, aqueles e aquelas que sempre foram abandonados pela política e que acabaram por abandonar a política.

Estes momentos de ação contribuem à criação momentânea de situações onde tudo parece possível, onde a ordem balança onde a cidade parece reapropriada, “liberada” em alguns pontos. Estas Zonas Autônomas Temporárias(1) são muito importantes: trata-se de toda um ação sobre o ambiente, sobre as possibilidades que deixa entrever às pessoas – o fato de que outra coisa é possível, de que a merda cotidiana não é uma fatalidade. Estes instantes de axaltação – onde o mundo todo aparece desmoronar-estão certamente deslocados em relação à realidade, que em geral restabelece logo a ordem, mas são benéficos e indispensáveis. São as pequenas ocasiões que dinamizam, dando esta impressão de que nada será mais como antes, podendo ser catalisadores de energias, pontos de partida de iniciativas, de criações e de ações.

1 Conceito criado por Hakim Bey.

ORGANIZAÇÃO HORIZONTAL, FLUIDA E EVOLUTIVA.

Uma das características dos Black Blocks é sua forma horizontal, não-hierarquica, própria para evitar a lentidão de uma gestão centralizada. Não existe chefe nem verdadeiro plano unitário, mas sim indivíduos que constituem pequenos grupos de afinidade independentes uns dos outros. Esse modos de funcionamento permite uma relativa autonomia, no lugar de uma organização global muitas vezes sufocante (e mais propícia a expressar relações de poder).

A organização em grupos de afinidade permite tomadas de decisão bem mais rápidas e igualitárias (os grupos são constituídos de uma pequena quantidade de pessoas que se conhecem), e deste modo facilmente as mudanças e evoluções instantâneas desorientam a polícia.

A POLÍTICA DAS RUAS

UMA RESPOSTA À COBERTURA NA MÍDIA DO MAYDAY_

O RTS de Londres existe na forma atual desde 1995, nascido da luta contra a construção da estrada M11 no leste de Londres. Uma das proposições declaradas era “tomar de volta aquilo que tem sido encerrado dentro da circulação capitalista, devolvendo-o para o uso coletivo como um bem comum”. Por trás desta linguagem elaborada está uma critica cortante do modo com que os espaços públicos têm sido crescentemente privatizados: obstruídos por carros privados, colonizados por propagandas, criminalizados e usados para o gozo ou protesto e roubados para o “desenvolvimento”.

O RTS de Londres utiliza a ação direta. A ação direta diz respeito à percepção da realidade, e à tomada por si próprio de uma ação concreta para transformá-la. Diz respeito ao trabalho coletivo para desenvolver nossos próprios problemas, fazendo o que refletidamente acharmos ser a forma correta de ação, sem considerar o que as várias “autoridades” julgam aceitável. Diz respeito à inspiração, ao aumento de potencial. Diz respeito ao pensamento e à ação de tomar, não de pedir e mendigar. Ninguém me perguntou se eu queria trabalhar 45 anos como parte de um exército mal pago para manter os ricos ricos, eles simplesmente se apropriaram. Por que eu deveria pedir meu tempo de volta?

USAR UMA CAMISETA TORNA VOCÊ UM TERRORISTA

ALCA (Área de Livre Comércio das Américas). Lembrando que a expressão “livre comércio” em capitalês significa “máximo lucro ao mais forte em detrimento do meio ambiente e das condições de sobrevivência e vida humanas dos mais fracos”,

A DESTRUIÇÃO DA MERCADORIA

Uma vez que essa sociedade capitalista, da qual as diversas reuniões da OMC, do FMI, do Banco Mundial, da ALCA são apenas as missas midiatizadas, é um espelho sem aço que projeta sem parar a imagem da sua mercadoria. Enquanto estão atrás da corrente cortina de rios de sangue e de torturas de todos os tipos, enquanto planejam a repetição da fome assassina da Somália e da Etiópia através da patente e da esterilização da produção agrícola, querem fazer acreditar que o deus dinheiro, ao qual inúmeros sacrifícios foram consentidos neste século XX inimaginavelmente sanguinário, nos conduzirá enfim a seu paraíso de objetos, tal como os retratam as pinturas publicitárias televisuais.

Enquanto as promessas do capitalismo se resumem a um pa de tênis Nike, querem nos ocultar o sofrimento das crianças escravizadas que o produzem.

Enquanto o espetáculo da mercadoria nos promete tomates bem vermelhos e bem redondos em quantidades fabulosa, querem nos ocultar que suas frutas, manipuladas geneticamente, são completamente estéreis, tornando assim ainda mais independentes dos grandes proprietários das multinacionais agroalimentares os produtores agrícolas de todo o planeta. Embora a insolente política exterior ocidental multiplique as causas e organize as atrocidades do mundo (quem deu apoio a Pinochet, Suharto, Somoza, Noriega, Duvalier, Marcos, Mobutu e cia.???), os grandes sacerdotes que celebraram o espetáculo social do consenso pré-fabricado querem fazer crer que os anarquistas são maus e Perigosos!

O sistema capitalista, patriarcal e espetacular não funciona à base de encontros, sejam eles ministeriais ou de dignitários. O coração da sociedade espetacular-mercantil é feito de cristal, de vidros polidos que ao mesmo tempo refletem o retrato do consumidor, da consumidora, e lhes apresentam a mercadoria deificada.

O PÓS-SEATTLE

É uma questão de escolha pessoal chamar de violenta uma mulher que espanca ou mata seus estupradores para não ser estuprada. Nesse caso fica bem evidente toda a contradição desse sistema de pensamento. Deve-se reconhecer a existência da fonte inicial da violência, aquela que desencadeia nossa própria violência, já que ai reside toda a diferença. As pessoas que desencadeiam a violência concordam com o seu uso, e portanto reconhecem por antecipação que ela é justificada e justificável. Respondendo violentamente, lutamos contra pessoas que aceitam o uso desses meios. Somos forçados a empregá-los, enquanto aqueles e aquelas não o são. Eles são os únicos culpados da nossa própria violência.

RADICALIZE! CONSTRUINDO A RESISTENCIA À ALCA E AO ENCONTRO DAS AMÉRICAS

OS RADICAIS

“Groupe Anarchiste Emile-Henry”, afiliado da NEFAC (North-Eastern Anarcho-Communist Federation) em Quebéc.

O BLACK BLOCK EM QUEBÉC: UMA ANÁLISE

A MÍDIA, O ESFORÇO E A COMUNIDADE LOCAL

A propaganda promovida pelo CLAC/CASA e pelos anarquistas de Quebéc, distribuindo dezenas de milhares de jornais e panfletos, muitas vezes de porta em porta, foi bem-sucedida em conter o medo da polícia e da mídia, e certamente mudou a dinâmica do manifestante /morador local do medo para a solidariedade. Este é o exemplo mais claro de que nossas energias não deveriam, como muitos esquerdistas pequeno-burgueses pensam, ser direcionadas em manter uma “boa” relação com a mídia corporativa, mas em lutar contra ela e ao mesmo tempo desenvolver e criar laços e relações com as pessoas, além de reforçar nossos próprios projetos de mídia.

CONTRA A CRIMINALIDADE DO BLACK BLOCK

Tute Bianche de Bolonha e o coletivo Wu Ming (3)

3 Wu Ming é um laboratório d design literário, gerido por um coletivo de agitadores da escrita, que se constituiu como uma empresa independente de “serviços narrativos”. Os fundadores de Wu Ming são Roberto Bui, Giovanni Cattabriga, Lucca Di Meo, Federico Guglielmi (membros do Luther Blissett Project no qüinqüênio 1994-99 e autores do romance Q, a ser lançado pela Conrad Editora) e Riccardo Pedrini (autor do romance Libera Baku Ora), todavia os nomes anagráficos pouca importância têm, tanto que em mandarim Wu-ming significa “nenhum nome”. (N.T.)

NÃO NOS SALVEMOS À CUSTA DO BLACK BLOCK

UMA ENTREVISTA COM USUÁRIOS DE BLACK BLOCK

P: De onde surgiu o nome Black Block? Podemos falar de uma organização ou é um movimento autônomo?

BB: É verdade que o Block se originou de uma experiência ocorrida na Alemanha, nos anos 80, quando uma boa parte da esquerda radical autônoma alemã se vestia desta forma... de preto, e levavam capuzes e máscaras pretas para os enfrentamentos com a polícia. Era o desejo de participar de uma cultura política, ou talvez uma subcultura. Nunca existiu o Black Block como organização. Ali convergiram pessoas de diversos países que se uniram com a idéia de atacar a Zona Vermelha como repúdio à globalização do capitalismo e ao próprio capitalismo.

EXPLICAÇÃO DA MOTIVAÇÃO DO BLOCO NEGRO / ANARQUISTA

Uma vez que o movimento anarquista é um movimento antiautoritário constituído por livres pensadores, eu, é claro, somente falo por mim mesmo, mas acredito que muitos pensam a mesma coisa.

NOVA CHAMADA À AÇÃO DA CONVERGÊNCIA ANTICAPITALISTA

A Convergência Anticapitalista (ACC) está dando continuidade à nossa mobilização em Washington D.C. de 24 de setembro a 1º de outubro. Estamos chamando uma passeata contra a guerra capitalista que cresce, no sábado pela manhã, 29 de setembro, e convidamos todos aqueles interessados em criar um mundo livre de terror, ódio racismo, pobreza e guerra a manifestarem nossa unidade e visão de um mundo melhor.

(...)

Assim como a maioria das pessoas, ficamos chocados com os eventos do dia 11 de setembro. (...) A grandiosidade desta crise afetou todos nós. O Banco Mundial e o FMI cancelaram seus encontros e muitos grupos cancelaram seus encontros e muitos grupos cancelaram suas manifestações e eventos.

(...)

O governo dos EUA não consegue reconhecer a interligação de todas as formas de violência. Explosão de bombas, o apoio a ditaduras, trabalhos semi-escravos que trazem lucro para as corporações dos EUA, a dívida do terceiro mundo, a fome no mundo e a falta de abrigo e de assistência médica são elas todas formas de violência. O medo e o desespero que crescem da pobreza e da opressão são fundamentais para se compreender a violência no mundo. Trinta e cinco mil pessoas morrem de fome por dia embora existia comida suficiente para alimentar todas. O terror é sempre terror, quer ele venha da morte pela fome, do medo da escravidão pelas corporações ou do medo de bombas e aviões que caem. Enquanto não compreendermos a violência das nossas políticas exteriores, econômicas e militares, continuaremos a alimentar as condições que tornam este tipo de terrorismo possível.

No sábado de manha faremos uma Passeata Anticapitalista Contra o Ódio. De tarde organizaremos nossa Zona Autônoma Temporária. (...) Será uma zona sem ódio, uma zona sem guerra, e uma zona sem capitalismo. Encorajamos a todos que contribuam, seja com aula para a escola livre, oferecendo assistência médica básica, tocando percussão, trocando roupas, compartilhando conhecimentos e habilidades, fazendo uma performance, discutindo estratégias, preparando comida e muito mais!.



Notas:

1) Na III Conferência Internacional da AGP, realizada em setembro de 2001 em Cochabamba, alguns princípios da AGP, assim como o manifesto, foram modificados, dando-lhes um caráter explicitamente anticapitalista. O princípio citado passou a ser desde então: “Uma rejeição explicita do feudalismo, do capitalismo r do imperialismo; de todos os acordos, instituições e governos que promovem a globalização destrutiva”. (N.T.)

2) Após a III Conferência da AGP este principio foi modificado e passou a ser: “Uma chamada à ação direta e desobediência civil, ao apoio às lutas dos movimentos sociais, propondo formas de resistência que maximizem o respeito pela vida e pelos direitos dos povos oprimidos, assim como pela construção de alternativas locais ao capitalismo global”. Foi retirado o termo “não-violenta”, uma vez que dizia respeito muito mais a uma cultura de ativismo influenciada por Gandhi e quase exclusivamente presente no Norte, também devido às diferentes concepções de “não-violência” existentes em diferentes regiões, e para evitar uma divisão no movimento e criminalização de uma parte dele com base na dicotomia violência / Não-violência.(N.T.)

Twyford Down - Região em Hampshire, Inglaterra, conhecida por sua beleza natural e por guardar resquícios de épocas pré-históricas e civilizações antigas, como as trilhas antigas conhecidas como Dongas. O projeto de construção de uma estrada que destruiria Twyford Down marcou o início do movimento anti-estradas na Inglaterra, em 1992. (N.T)

Quarta Amarela - Quarta Amarela foi como ficou conhecido o dia 9 de dezembro de 1992, devido à violenta expulsão da Tribo de Dongas, que ocupava o Twyford Down em protesto contra a construção da estrada. A expulsão foi feita por seguranças privados que usavam jaquetas amarelas. (N.T)

Tribo de Dongas - Nome pelo qual ficou conhecido um grupo de pessoas que faziam uso da ação direta para defender o Twyford Down contra a construção da estrada. O nome foi retirado das antigas existentes em Twyford Down formadas ao longo de militares de anos. (N.T)

ramblers - Movimento existente na Europa normalmente caracterizado como ecológico, que visa promover o respeito pela vida, a preservação da natureza e encorajar caminhadas, sendo este último item o que dá a característica específica do movimento e de onde vem o seu nome.(N.T)
Festas Reclaim The Streets: O termo aqui se refere a uma mistura de carnaval e raves politizadas que ocupam ruas.



(Estes são apontamentos de leitura retirados do livro Urgência das Ruas - Black Block, Reclaim The Streets e os Dias de Ação Global, organizado por Ned Ludd e publicado pela Editora Conrad em sua série Baderna)

PMB (PARTIDO DE DIREITA TENTANDO GOLPE MILITAR NA PRÓXIMA ELEIÇÃO)

MILITARES COM SEU FASCISMO E SUPRESSÃO DA LIBERDADE HUMANA COMO IDEOLOGIA,

TENTANDO REATIVAR UM GOLPE DE ESTADO POR VIA PARLAMENTAR, PEDEM DOAÇÕES PARA PODER COMPETIR AS ELEIÇÕES DE 2014,

LAMENTÁVEL!

SEGUE LINK DO PARTIDO MILITAR DO BRASIL

http://www.partidomilitar.com.br/


BASTA DE OPRESSÃO E FASCISMO!,

A.C.A.B. ALL COPS ARE BASTARDS


Definição de Anarquia – Errico Malatesta



Anarquia é uma palavra grega que significa literalmente “sem governo”, isto é, o estado de um povo sem uma autoridade constituída.
            Antes que tal organização começasse a ser cogitada e desejada por toda uma classe de pensadores, ou se tornasse a meta de um movimento, que hoje é um dos fatores mais importantes do atual conflito social, a palavra “anarquia” foi usada universalmente para designar desordem e confusão. Ainda hoje, é adotada nesse sentido pelos ignorantes e pelos adversários interessados em distorcer a verdade.
            Não vamos entrar em discussões filológicas, porque a questão é histórica e não filológica. A interpretação usual da palavra não exprime o verdadeiro significado etimológico, mas deriva dele. Tal interpretação se deve ao preconceito de que o governo é uma necessidade na organização da vida social.
            O homem, como todos os seres vivos, se adapta às condições em que vive e transmite , através de herança cultural, seus hábitos adquiridos. Portanto, por nascer e viver na escravidão, por ser descendente de escravos, quando começou a pensar, o homem acreditava que a escravidão era uma condição essencial à vida. A liberdade parecia impossível. Assim também o trabalhador foi forçado, por séculos, a depender da boa vontade do patrão para trabalhar, isto é, para obter pão. Acostumou-se a ter sua própria vida à disposição daqueles que possuíssem a terra e o capital. Passou a acreditar que seu senhor era aquele que lhe dava pão, e perguntava ingenuamente como viveria se não tivesse um patrão.
            Da mesma forma, um homem cujos membros foram atados desde o nascimento, mas que mesmo assim aprendeu a mancar, atribui a essas ataduras sua habilidade para se mover. Na verdade, elas diminuem e paralisam a energia muscular de seus membros.
            Se acrescentarmos ao efeito natural do hábito a educação dada pelo seu patrão, pelo padre, pelo professor, que ensinam que o patrão e o governo são necessários; se acrescentarmos o juiz e o policial para pressionar aqueles que pensam de outra forma, e tentam difundir suas opiniões, entenderemos como o preconceito da utilidade e da necessidade do patrão e do governo são estabelecidos. Suponho que um médico apresente uma teoria completa, com mil ilustrações inventadas, para persuadir o homem com membros atados, que se libertar suas pernas não poderá caminhar, ou mesmo viver. O homem defenderia suas ataduras furiosamente e consideraria todos que tentassem tirá-las  inimigo.
            Portanto, se considerarmos que o governo é necessário e que sem o governo haveria desordem e confusão, é natural e lógico, que a anarquia, que significa ausência de governo, também signifique ausência de ordem.
            Existem fatos paralelos na história da palavra. Em épocas e países onde se considerava o governo de um homem (monarquia) necessário, a palavra “república” (governo de muitos) era usada exatamente como “anarquia”, implicando desordem e confusão. Traços deste significado ainda são encontrados na linguagem popular de quase todos os países. Quando essa opinião mudar, e o público estiver convencido de que o governo é desnecessário e extremamente prejudicial, a palavra “anarquia”, justamente por significar “sem governo” será o mesmo que dizer “ordem natural, harmonia de necessidades e interesses de todos, liberdade total com solidariedade total”.
            Portanto, estão errados aqueles que dizem que os anarquistas escolheram  mal o nome, por ser esse mal compreendido pelas massas e levar a uma falsa interpretação. O erro vem disso e não da palavra. A dificuldade que os anarquistas encontram para difundir suas idéias não depende do nome que deram a si mesmos. Depende do fato de que suas concepções se chocam com os preconceitos que as pessoas têm sobre as funções do governo, ou o “Estado” com é chamado.


RELIGIOSOS E CONSERVADORES QUE USAM DOS PRECEITOS ARCAICOS HOMOFÓBICOS DAS RELIGIÕES JUDAICA, ISLÂMICA E PRINCIPALMENTE NO CASO DAS AMÉRICAS: CRISTÃ,
POUCO SE IMPORTAM SE TENHO ALIMENTO, ÁGUA, ABRIGO, IGUALDADE DE DIREITOS,
MAS QUEREM LIMITAR MINHA SEXUALIDADE?
HIPÓCRITAS.

EUROPEUS E SEUS DESCENDENTES:





VOCÊS SÃO CULPADOS POR EXTERMINAR ETNIAS INTEIRAS DE ÍNDIOS NATIVOS DESSE CONTINENTE,

ESCRAVIZAR POVOS DO CONTINENTE AFRICANO OS IMPONDO SUA CULTURA E RELIGIÃO AUTORITÁRIA,
POSTERIORMENTE LARGANDO-OS A MÍNGUA EM MORROS,

AGORA DENOMINADOS COMO BURGUESIA E OU ESTADO, PISAM NA CABEÇA DOS DESCENDENTES DESTES
MESTIÇOS A OUTROS EUROPEUS OS EXTORQUINDO COM SEUS IMPOSTOS, LEIS E IMPOSIÇÕES
USANDO O MILITARISMO E ALIENAÇÃO ATRAVÉS DA MIDIA, ESTADO E RELIGIÃO,
CULPAMOS-OS TAMBÉM POR IMPLANTAR A COMPETIÇÃO MAQUIAVÉLICA CAPITALISTA
E DESTRUTIVA DO PLANETA,
QUANDO PRECISAMOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E IGUALDADE DE DIREITOS,

JÁ BASTA.


A polícia só existe pra manter você na lei
Lei do silêncio,
lei do mais fraco
Ou aceita ser um saco de pancada
ou vai pro saco
A programação existe pra manter
você na frente
Na frente da TV, que é pra te entreter
Que é pra você não ver que o
programado é você!
Acordo, não tenho trabalho, procuro
trabalho, quero trabalhar
O cara me pede o diploma, não tenho diploma,
não pude estudar
E querem que eu seja educado,
que eu ande arrumado,
que eu saiba falar
Aquilo que o mundo me pede não é o que
o mundo me dá.

Até quando -Gabriel o Pensador

A HISTÓRIA NEGRA DA RELIGIÃO CRISTÃ



A HISTÓRIA NEGRA DA RELIGIÃO CRISTÃ

TIVE PENSANDO BASTANTE E RESOLVI ESCREVER UM TEXTO DESMITIFICANDO TUDO RELACIONADO A RELIGIÃO QUE OBSERVO DE ERRADO NA SOCIEDADE, EM COMO ELA AFETA NOSSA VIDA, NOSSO COTIDIANO, NOSSA MENTE E A LIBERDADE DE QUEM DECIDE NÃO A PRATICAR, MINHAS CRÍTICAS QUANTO A RELIGIÃO SÃO AS SEGUINTES:
O ESTADO NÃO É LAICO NAS AMÉRICAS E ISTO FERE A LIBERDADE DE ATEUS E RELIGIOSOS NÃO CRISTÃOS,
COMO FILOSOFIA DE VIDA A RELIGIÃO PARA MIM É ACEITÁVEL, MAS
GERALMENTE APENAS AS RELIGIÕES ORIENTAIS COMO BUDISMO, JAINISMO, CONFUCIONISMO, TAOISMO A PRATICAM, NAS AMÉRICAS A RELIGIÃO É IMPOSTA PELA EDUCAÇÃO FAMILIAR E DA MÍDIA E TOTALMENTE ILUSÓRIA QUANTO A EDUCAÇÃO CÉTICA CIENTIFICA,
O ESTADO E CAPITALISMO LUCRAM E MANIPULAM A SOCIEDADE COM ESSAS ILUSÕES,
COMO NAS AMÉRICAS A RELIGIÃO PREDOMINANTE É O CRISTIANISMO,
NOS ESPECIFICAREMOS NELE, UMA BREVE HISTÓRIA SOBRE:
O IMPÉRIO ROMANO SE ALASTRAVA POR TODA A EUROPA E ORIENTE MÉDIO E TINHA POR POLITICA DOMINAR OS TERRITÓRIOS INVADIDOS, PRATICAR COMÉRCIO, EXPLORAR, ESCRAVIZAR, RECOLHER IMPOSTOS MAS NÃO IMPUNHAM SUA RELIGIÃO, ATÉ PORQUE O IMPÉRIO ROMANA NÃO TINHA UMA FIXA, GERALMENTE MANTINHAM A DO LOCAL INVADIDO, NO ORIENTE MÉDIO ONDE O JUDAISMO ERA PREDOMINANTE MANTEVE-SE,
SEGUINDO A DOUTRINA JUDAICA ESTES AGUARDAVAM E AINDA AGUARDAM A VINDA DO MESSIAS QUE IRÁ RECONSTRUIR A NAÇÃO DE ISRAEL E RESTAURAR O REINO DO ANCESTRAL JUDEU DAVID, TRAZENDO ASSIM A PAZ SOBRE A TERRA, OS CRISTÃOS ATÉ ENTÃO JUDEUS ACEITARAM CRISTO COMO ESSE MESSIAS E COMEÇARAMA A VENERA-LO, OS JUDEUS NÃO O ACEITARAM E O CONDENARAM A MORTE POR CALUNIA E OUTROS CRIMES COMETIDOS POR SUA DIVULGAÇÃO, DOUTRINA E CRIAÇÃO DE SEITA,
OS REMANESCENTES DO CULTO CRISTÃO FORAM PERSEGUIDOS PELOS JUDEUS E PELOS ROMANOS (POIS ESTES ERAM COBRADOS PELOS JUDEUS A ACABAR COM ESSA DIVERGẼNCIA E PARA MINAR UMA POSSIVEL REBELIÃO CAÇARAM E MATARAM MUITOS CRISTÃOS).
A REVIRAVOLTA CRISTÃ SE DEU QUANDO O IMPERADOR CONSTANTINO QUE HAVIA UNIFICADO O IMPÉRIO ROMANO ORIENTAL E OCIDENTAL ATRAVÉS DE UM GOLPE DE ESTADO RESOLVEU SE CONVERTER A RELIGIÃO PRATICADA POR SUA MÃE HELENA DE CONSTANTINOPLA, FOI ENTÃO QUE “IMPÔS” A RELIGIÃO CRISTÃ A TODO IMPÉRIO ROMANO, PERSEGUINDO E MATANDO RELIGIÕES MENORES E SUPRIMINDO O CULTO DE RELIGIÕES DE GRANDE ALCANCE COMO O JUDAISMO, NASCE ENTÃO A
IGREJA APÓSTOLICA ROMANA:
PRECISAREI RESUMIR AS ATROCIDADES PRATICADAS PRINCIPALMENTE NO PERÍODO MEDIEVAL POR ESSA RELIGIÃO DOENTE, COMO:
EXTERMINIO DOS VALDENSES, ALBIGENSES,
A INQUISIÇÃO,
MASSACRE DE SÃO BARTOLOMEU,
DESTRUIÇÃO DA BIBLIOTECA DE ALEXANDRIA (MAIOR BIBLIOTECA DE PENSAMENTO RACIONAL E CÉTICO ATÉ ENTÃO),
CRUZADAS PELO ORIENTE MÉDIO (MATANDO E SAQUEANDO MUÇULMANOS E SUAS CIDADES),
INQUISIÇÃO QUE MATOU “HEREGES” (AQUELES QUE NÃO SE CONVERTERAM AO CRISTIANISMO), BRUXAS (SUPOSTAS FEITICEIRAS), JUDEUS E MUÇULMANOS,
POGROMS (DESTRUIÇÃO DE VILAS JUDIAS POR CULPA-LOS PELO ENVENANAMENTO DE POÇOS D'AGUA QUE TERIA CULMINADO A PESTE NEGRA),
EXPULSÃO DE JUDEUS DA ESPANHA,
COLONIZAÇÃO E IMPOSIÇÃO DO CRISTIANISMO AOS POVOS INDIGENAS EM TODA O CONTINENTE AMERICANO, PRATICANDO TORTURAS, MASSACRES, PROIBIÇÃO DOS CULTOS DOS POVOS DOMINADOS, E IMPOSIÇÃO DE CULTURA E RELIGIÃO,
CASTRAÇÃO DE MENINOS PARA FAZER VOCAL SOPRANO (AGUDO, GERALMENTE FEITO POR MULHERES) EM CORAIS PARA SUBSTITUIR AS MULHERES PROIBIDAS DE PARTICIPAR DOS CORAIS,
MASSACRES INTERNOS PELOS DESACORDOS DA DIVISÃO PROTESTANTE LUTERANA E MAIS TARDE ORTODOXA, CIDADES EUROPÉIAIS E ATÉ PAÍSES SE MASSACRARAM, SAQUEARAM, EM NOME DA DIFERENÇA DE INTERPRETAÇÃO DA DOUTRINA CRISTÃ,
TORTURAS, PRISÕES PERPÉTUAS, MORTES NA FORCA E FOGUEIRA DE LIVRES PENSADORES CÉTICOS E RACIONAIS, DENTRE ELES GIORDANO BRUNNO QUE OUSOU DIZER QUE O UNIVERSO É INFINITO E ACUSOU A POSSIBILIDADE DE VIDA FORA DA TERRA E GALILEU QUE MORREU EM PRISÃO DOMICILIAR POR SUAS DESCOBERTAS NO CAMPO DA CIENCIA,
O PAPA CATÓLICO APOIOU, E ATÉ MESMO DEU A MAIS ALTA DISTINÇÃO CONCEDIDA PELO ESTADO DO VATICANO “A ORDEM DA ESPORA DE OURO” A MUSSOLINI, O LIDER FASCISTA DA ITALIA,
PARTIDO CATÓLICO “ZENTRUM” DEU O VOTO QUE FALTAVA A HITLER QUE ATINGIU A MAIORIA DOS VOTOS E PODE SUSPENDER OS DIREITOS HUMANOS PREVISTOS PELA CONSTITUIÇÃO ALEMÃ, CULMINANDO NO QUE SABEMOS,
O “INDEX ADDITUS LIBRORUM PROHIBITORUM) UM LIVRO EDITADO POR SÉCULOS PELA IGREJA CRISTÃ COM OS LIVROS PROIBIDOS PARA LEITURA PELOS CRISTÃOS NUNCA MENCIONOU O LIVRO “MEIN KAMPF” DE HITLER POR EXEMPLO, E CENSUROU A IMENSA MAIORIA DE LIVROS CÉTICOS E RACIONAIS DA HISTÓRIA COMO O “A RELIGIÃO NO LIMITES DA SIMPLES RAZÃO” DO FILOSOFO ALEMÃO KANT,
PROVAVEL QUE OUTROS ABSURDOS FICARAM DE LADO OU AINDA ESTÃO SENDO PRATICADOS COMO MANIPULAÇÃO POLITICA E A ATUAL ALIENAÇÃO E CHARLATONISMO PRATICADO PRINCIPALMENTE PELOS PROTESTANTES QUE ALIENAM E FATURAM MILHÕES EM CIMA DE PESSOAS COM NIVEL INTELECTUAL BAIXISSIMO.
O PENSAMENTO CRISTÃO E SUA INFLUENCIA NEGATIVA NA EDUCAÇÃO DA SOCIEDADE TAMBÉM É RESPONSAVEL PELA VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS, TAIS COMO A XENOFOBIA, PRECONCEITO POR ESTRANGEIROS E SUAS PRATICAS RELIGIOSAS DIFERENTES E HOMOFOBIA, PRECONCEITO SEXUAL POR IR CONTRAS OS PRINCIPIOS DA DOUTRINA CRISTÃ.
MEU OBJETIVO FOI O DE ABRIR OS OLHOS DO LEITOR PARA OS CONTRAS DO CRISTIANISMO E PARA QUE ESSE DESCUBRA QUE NÃO SÓ O ESTADO (UM INIMIGO MUITO CLARO DO HUMANO), O CAPITALISMO (A FORMA ECONOMICA ONDE A BURGUESIA EXPLORA E DESTROI O PLANETA E SEUS HABITANTES) MAS TAMBÉM A RELIGIÃO COM SUA LIMITAÇÃO DO PENSAMENTO RACIONAL E CÉTICO DAS CIENCIAS DO PLANETA, FAZEM PARTE DA TRIADE DA LIMITAÇÃO DA LIBERDADE HUMANA.

A IGREJA


A IGREJA
“Estamos convencidos de que o pior mal, tanto para a humanidade quanto para a verdade e o progresso, é a Igreja. Poderia ser de outra forma? Pois não cabe à Igreja a tarefa de perverter as gerações mais novas e especialmente as mulheres? Não é ela que, através de seus dogmas, suas mentiras, sua estupidez e sua ignomínia tenta destruir o pensamento lógico e a ciência? Não é ela que ameaça a dignidade do homem, pervertendo suas ideias sobre o que é bom e o que é justo? Não é ela que transforma os vivos em cadáveres, despreza a liberdade e prega a eterna escravidão das massas em benefício dos tiranos e dos exploradores? Não é essa mesma Igreja implacável que procura perpetuar o reino das sombras, da ignorância, da pobreza e do crime? Se não quisermos que o progresso seja, em nosso século, um sonho mentiroso, devemos acabar com a Igreja.”
Mikhail Bakunin